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Veja a lista de nomes: influenciadores viram réus por divulgar "Jogo do Tigrinho" em Cuiabá

LUÍZA VIEIRA

DO REPÓRTERMT

A Justiça de Mato Grosso recebeu denúncia do Ministério Público e tornou réus um grupo de investigados que foram alvos da Operação 777, deflagrada pela Polícia Civil em 2024, acusados de estelionato e outras fraudes em Cuiabá.

Eles são acusados de promover rifas ilegais nas redes sociais e de lançar e divulgar jogos de azar online, popularmente conhecidos como “jogo do Tigrinho”. A decisão é da 7ª Vara Criminal de Cuiabá, por meio do juiz Jean Garcia de Freitas Bezerra.

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Entre os denunciados estão:

Bruno Fabiano Marques de França;

Gabriel Ferreira de Oliveira;

Carlos Henrique Morgado Rodrigues;

Cristiane de Freitas Gonçalves Silva;

Nicolas Guilherme de Freitas Gonçalves Silva;

Larissa Gonçalves Mataveli;

Sandra Regina Ferreira;

Victor Vinicius de Freitas Gonçalves Silva.

Leia mais – Influenciadores presos por divulgar “Jogo do Tigrinho” ostentavam vida de luxo na internet

Alguns dos réus eram tidos como influenciadores digitais no âmbito da operação. Victor Vinícius tinha 38 mil seguidores, enquanto mais de 120 mil pessoas acompanhavam Nicolas Guilherme no Instagram.

Bruno Marques também ostenta viagens nas redes sociais e soma mais de 40 mil seguidores. Já Gabriel Oliveira, conhecido como Briel, tinha 91 mil seguidores. Nas postagens, os blogueiros costumavam exibir viagens, mulheres e carros de luxo. O que servia de chamariz para atrair apostadores.

Ao analisar o caso, o juiz entendeu que há indícios suficientes de autoria e materialidade para dar andamento à ação penal. Na decisão, o magistrado destacou que, nesta fase inicial, não é necessário aprofundar a análise das provas, bastando a existência de elementos mínimos que sustentem a acusação.

Leia também – Justiça bloqueia mais de R$ 12 milhões de influenciadores do “Jogo do Tigrinho”

No caso de Larissa Gonçalves Mataveli, o processo indica que foi firmado um Acordo de Não Persecução Penal (ANPP) com o Ministério Público. Por isso, o juiz determinou o desmembramento do processo em relação a ela, para análise específica da homologação do acordo.

Com isso, a denúncia foi aceita e os acusados deverão apresentar defesa no prazo de 10 dias. Caso não constituam advogado, a Defensoria Pública será acionada para atuar no processo.

Apesar do avanço da ação, parte da investigação foi arquivada. Isso porque não foram identificadas vítimas específicas nem prejuízo concreto em relação a um dos crimes apurados, o que levou o juiz a encerrar esse trecho do inquérito.

Por outro lado, o magistrado determinou a continuidade das diligências em outros pontos da investigação, incluindo a análise de dados extraídos de aparelhos eletrônicos e a juntada de relatórios financeiros considerados relevantes para o caso.

Além disso, foi autorizado o compartilhamento de provas com a polícia para aprofundar apurações sobre possível esquema de lavagem de dinheiro e crimes conexos.

Operação 777

A operação foi deflagrada pelas delegacias especializadas do Consumidor e de Estelionato e Outras Fraudes de Cuiabá, com o objetivo de combater a divulgação de jogos de azar online e de rifas ilegais.

De acordo com as investigações, os influenciadores usavam as redes sociais para divulgar vídeos demonstrativos com ganhos falsos, a fim de atrair apostadores para plataformas do jogo do Tigrinho. Eles também ostentavam uma vida de luxo, com carros, casas e viagens, para atrair seguidores, que acabavam acreditando que a riqueza era fruto das apostas.

No entanto, conforme apurado em depoimentos, eles não ganhavam com as apostas e as viagens eram custeadas por chineses, donos das plataformas.

Já no esquema de rifas online, a fraude consistia na venda de uma quantidade limitada de números, suficiente apenas para cobrir o custo do bem a ser sorteado, geralmente carros. A maior parte dos números ficava com o próprio influenciador, aumentando as chances de ele ser o vencedor. Quando isso ocorria, um comparsa era apresentado como ganhador. As rifas eram vendidas por valores baixos para atrair mais compradores.

Ao todo, foram expedidos pelo Núcleo de Inquéritos Policiais da Comarca de Cuiabá (Nipo) 19 mandados judiciais, sendo oito de prisão temporária e 11 de busca e apreensão domiciliar, além de medidas de sequestro e bloqueio de bens e valores milionários movimentados pelos investigados.

Além das prisões, a Justiça determinou o sequestro de mansões e carros de luxo, o bloqueio de R$ 12.869.572,00, a suspensão de nove empresas em nome dos investigados e a retirada de sete perfis em redes sociais.


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