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Mourão diz que Flávio tem maneira de pensar diferente de Bolsonaro: "Ele é mais flexível"; vídeo

ANA JÁCOMO

VANESSA MORENO

DO REPÓRTERMT

O senador e ex-vice-presidente da República, Hamilton Mourão (Republicanos-RS), cumpriu agenda em Cuiabá nesta semana para participar do Fórum de Economia e Desenvolvimento Institucional, realizado pelo LIDE Mato Grosso. Durante coletiva de imprensa, Mourão analisou o cenário político nacional e destacou o nome do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) como liderança natural para herdar o capital político do ex-presidente Jair Bolsonaro, apontando diferenças de perfil entre pai e filho.

Para Mourão, Flávio representa uma renovação com maior capacidade de diálogo. “O Flávio é um rapaz novo. A juventude é importante nessa renovação. É importante a gente ter um líder hoje com mais capacidade e mais vigor para enfrentar o que tem que ser enfrentado. E o Flávio, ele tem uma maneira de pensar que não é igual a do pai dele. Ele é mais contemporizador e eu acredito que ele vai seguir nesse caminho”, afirmou o senador, definindo o colega como uma figura mais “light” e flexível.

A fala de Mourão ocorre em um momento estratégico, já que a direita busca consolidar um nome para 2026 diante da inelegibilidade de Jair Bolsonaro. Ao apontar Flávio como um líder “contemporizador”, o general sinaliza ao empresariado e ao centro político que o filho do ex-presidente pode ter menos arestas que o pai.

Mourão ressaltou que a transferência de votos de Jair Bolsonaro para Flávio já é uma realidade visível. Segundo o parlamentar, após essa sinalização, o nome de Flávio “imediatamente decolou” nas pesquisas de intenção de voto. “Ele já saiu lá com 35%, 36% e hoje está com 47%, 48%. É um nome muito forte e mostra a força das ideias que o presidente Bolsonaro disseminou no país”, avaliou.

RepórterMT

HANILTON MOURÃO

Em Cuiabá, Mourão aponta Flávio Bolsonaro como sucessor natural da direita

Críticas ao Governo Lula
Ao ser questionado sobre a atual gestão do presidente Lula, Mourão classificou o governo como “ultrapassado” e focado em ideias que não produzem resultados novos para o Brasil. “O governo já se esgotou. É um governo velho, com ideias velhas. Não produziu nada de novo aqui no país. Está produzindo, muito pelo contrário, uma dívida pública. Aumentou impostos, apertou a nossa garganta. Já deu o que tinha que dar”, disparou o senador.

Sobre a economia, o senador defendeu uma “repactuação” na distribuição de impostos, criticando a concentração de recursos na União. “O governo federal fica com a ‘parte do leão’, enquanto estados e municípios ficam com uma parte bem menor. Os municípios sofrem muito mais nesse pacote. Vamos precisar, em algum momento, que haja uma repactuação da forma da distribuição dos impostos no Brasil”, afirmou.

Mourão também expressou ceticismo quanto ao desenvolvimento da reforma tributária, citando preocupações com o Conselho Gestor do IBS (Imposto sobre Bens e Serviços) e com a arrecadação de estados produtores, como Mato Grosso.“Eu tive minhas sérias restrições a essa questão da reforma. Hoje eu não vejo o governo com recurso para colocar dentro disso”, pontuou.

Veja o vídeo:


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