quarta-feira , 27 maio 2026
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Pesquisadores detectam mercúrio e chumbo em caranguejos-uçá no litoral do Paraná

DO REPÓRTERMT

Pesquisadores do Programa de Recuperação da Biodiversidade Marinha (Rebimar) identificaram a presença de mercúrio e chumbo em caranguejos da espécie uçá, encontrados no litoral do Paraná. A descoberta levanta preocupações sobre a saúde ambiental e a segurança alimentar na região.

A pesquisa foi realizada em áreas de manguezais, onde a captura do crustáceo é uma prática tradicional entre pescadores locais. O caiçara Antônio de Souza, que coleta caranguejos há quase 50 anos, expressou sua preocupação com a contaminação, que pode afetar não apenas a sua renda, mas também a saúde de sua família.

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O período de captura dos caranguejos-uçá ocorre de dezembro a março, e durante o defeso, quando a pesca é proibida, os pescadores se dedicam à captura de peixes. Antônio, conhecido como Pano, enfatiza a importância do defeso para a preservação da espécie e a manutenção do ecossistema local.

Os pesquisadores do Rebimar realizam monitoramentos regulares para avaliar a saúde dos manguezais e a biodiversidade marinha. A presença de metais pesados nos caranguejos pode estar relacionada à poluição industrial e ao uso inadequado de produtos químicos na agricultura, que afetam os ecossistemas costeiros.

A contaminação por mercúrio e chumbo é uma preocupação crescente em várias regiões do Brasil, especialmente em áreas costeiras onde a atividade industrial é intensa. Os pescadores, como Antônio, estão cada vez mais atentos aos riscos que a poluição representa para suas comunidades e para a sustentabilidade de suas atividades.

O Programa Rebimar, que conta com o apoio da Petrobras, visa não apenas a recuperação da biodiversidade, mas também a conscientização dos pescadores sobre a importância da preservação ambiental. A colaboração entre pesquisadores e comunidades locais é fundamental para enfrentar os desafios impostos pela contaminação.

Com a detecção de metais pesados, os pesquisadores alertam para a necessidade de ações imediatas para mitigar a poluição e proteger a saúde dos ecossistemas marinhos. A situação exige um esforço conjunto entre autoridades, empresas e a sociedade civil para garantir um futuro sustentável para a pesca e a biodiversidade no litoral paranaense.

A pesquisa destaca a importância de monitorar a qualidade da água e a saúde dos organismos marinhos, especialmente em regiões onde a pesca é uma fonte vital de sustento. A conscientização sobre os riscos da contaminação é essencial para a proteção dos recursos naturais e a segurança alimentar das comunidades pesqueiras.


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