ANA JÁCOMO
DO REPÓRTERMT
O vereador Ilde Taques (Podemos) comentou hoje (26) as movimentações que envolvem a disputa pela presidência da Câmara Municipal de Cuiabá. Ele minimizou as especulações de bastidores sobre uma eventual perda de sustentação política após a atual presidente da Casa, Paula Calil (PL), manifestar o desejo de buscar a reeleição por meio de uma alteração no regimento interno.
Ele também defendeu a manutenção do cronograma eleitoral para o mês de agosto. A discussão sobre a data da eleição ocorre após o vereador Mário Nadaf (PV) apresentar um projeto de resolução que visa alterar a data da eleição para o dia 5 de novembro. Atualmente, o regimento de Cuiabá prevê o pleito interno para agosto, com início do mandato fixado em 1º de janeiro do biênio subsequente. No documento, Nadaf cita que a eleição da Mesa em Várzea Grande foi suspensa após o STF não permitir a antecipação do pleito
Questionado sobre os impactos da jurisprudência do STF, Ilde Taques explicou que existem divergências técnicas entre os especialistas consultados pelo seu grupo político, mas ponderou que a atual data possui respaldo nos normativos locais de longo prazo.
“É preocupante, mas estamos conversando com alguns juristas, com nossos advogados. Alguns têm o entendimento de que não teria problema da eleição permanecer em agosto por já fazer parte do regimento desde mais uma ideia, e se está na Lei Orgânica, então eles acreditam que não. Outros já entendem que, pelo entendimento do STF agora das eleições se darem após outubro, poderia ter alguma ação nula.”
Diante desse cenário de incerteza legal, declarou que a condução do tema será definida de forma colegiada com os membros do seu bloco de apoio.
“Então nós estamos conversando com um bloco de vereadores, o bloco de vereadores que andam juntos nesse projeto da eleição da Câmara. A gente decide juntos se a gente vai voltar aí para mudar a eleição da Mesa para outubro ou se vamos continuar do jeito que está.”
Bastidores da disputa
Sobre a articulação de votos e a contabilidade para a construção da chapa, o vereador avaliou com naturalidade as oscilações do cenário político decorrentes da entrada da atual presidente na disputa. Para que Paula Calil concorra, a base governista precisa aprovar uma emenda que derrube a proibição de reeleição sucessiva na mesma legislatura, exigindo quórum de dois terços (18 votos).
“Olha, é natural. O Dilemário Alencar é candidato, eu também decidi ser candidato e nós éramos os únicos dois disputando essa eleição, e eu era praticamente um voto de consenso dentro da casa entre os parlamentares. Inclusive, a atual presidente compunha o nosso grupo. Quando ela decide participar desse processo eleitoral, da vontade de ir à reeleição, é óbvio que o tabuleiro mexe, algumas peças se movimentam.”
Ele complementou dizendo que o desfecho da votação do regimento será determinante para o tamanho final de sua chapa de oposição, que conta com Eduardo Magalhães (Republicanos) como candidato a vice-presidente. Impulsionado pela força política do deputado estadual Max Russi (PSB), Ilde Taques assegura contabilizar 13 votos firmes e a simpatia de outros três parlamentares para o pleito.
“Tem muitos vereadores que são simpáticos também. Então eu acredito que, ela colocando o mais rápido possível em votação a mudança do regimento para ter a reeleição, se ela passar, a gente vai ter um número de votos. Se ela não passar, eu creio que o número de votos apoiando a minha chapa aumenta.“
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