quarta-feira , 27 maio 2026
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Dono de hotelzinho para cães deixou 6 animais morrerem de fome e sede

DO REPÓRTERMT

O dono de um hotel para cães Victor Gabriel Fagotti, de 21 anos, foi condenado pelo Tribunal de Justiça do Distrito Federal e dos Territórios (TJDFT) por provocar a morte de seis animais por inanição e desidratação severas, em Planaltina (DF). Diante da brutalidade e da gravidade dos fatos, ele foi sentenciado a quatro anos de prisão em regime semiaberto.

Conforme informações do Metrópoles, a investigação policial teve início, em setembro 2025, após denúncias de tutores e vizinhos do imóvel, que há dias sofriam com o forte odor de decomposição que exalava do local.

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Ao romperem as barreiras do estabelecimento, a equipe policial encontrou seis cães mortos, confinados em cómodos insalubres e em avançado estado de putrefação, sem qualquer vestígio de água ou alimento. Outros dois animais foram resgatados à beira da morte por desnutrição e desidratação agudas.

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“Os animais definharam por semanas, consumindo a própria musculatura até atingirem o estado de mumificação. O réu presenciava a agonia diária de cada um deles e optava por manter a omissão”, apontou a decisão.

 

Para tentar ocultar o rastro do crime e dissimular a tragédia, o acusado utilizou produtos químicos corrosivos sobre os cadáveres dos cães, numa tentativa desesperada de diluir os corpos e abafar o odor.

Em sua defesa, o réu alegou ter sofrido um acidente e terceirizado o cuidado dos animais a um caseiro fictício, versão prontamente rejeitada pelo juízo por absoluta ausência de provas. Apesar do cenário devastador, o réu obteve o direito de recorrer da sentença em liberdade, enquanto o Ministério Público prepara recurso para tentar elevar a pena.

Apesar de toda a carga de perversidade demonstrada, a sentença não impôs qualquer proibição para que o acusado continue a criar animais de estimação ou a trabalhar em estabelecimentos do ramo, como pet hotéis, abrigos, clínicas ou serviços de banho e tosa.

Victor Gabriel operava uma estrutura comercial consolidada e lucrativa. Ele cobrava valores expressivos de mercado e recebia regularmente os insumos necessários, como rações de qualidade e medicamentos, fornecidos diretamente por tutores e protetoras independentes. Dessa forma, garantia lucro financeiro líquido ao mesmo tempo que submetia os animais ao descarte pela fome.

Caso Ted

Em Mato Grosso, é investigado o caso do cãozinho Ted que em 13 de maio deste ano foi levado para tomar banho em no petshop Luxus Banho e Tosa e saiu de lá com queimaduras graves de segundo grau. O animal passou por transfusões de sangue, enquanto que a proprietária Graciely Lara da Costa, que ao saber que seria investigada pelo crime, retirou máquina secadora do local.

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Ela chegou a ser presa por fraude processual, suspeita de dificultar a produção de provas. Ela foi liberada no mesmo dia após pagar fiança de R$ 4,8 mil.

 


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