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Marido premeditou crime e não demonstra arrependimento por ter matado a esposa, diz delegado

DO REPÓRTERMT

O delegado Rogério Gomes Nobres afirmou que Francisco Carlos Pereira da Silva, de 68 anos, premeditou o assassinato da esposa, Elzilene Alves do Nascimento, de 49 anos, e não demonstra arrependimento pelo crime cometido em Várzea Grande.

Conforme o delegado, Francisco passou dias planejando o assassinato antes de cometer o crime, na terça-feira (5), por volta das 4h da manhã.

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De acordo com a investigação, Francisco chamou a vítima para caminhar até uma área de mata próxima da residência do casal, no bairro Santa Isabel. No local, ele teria iniciado as agressões com puxões de cabelo e, em seguida, atacado Elzilene com uma faca levada previamente para o crime.

“Ele nos mostrou com detalhes o local onde ele agrediu ela inicialmente com puxões de cabelo e depois com a faca que ele já tinha levado, preparado, para este local, e o ponto até onde ele arrastou o corpo para ocultar o cadáver, que é um pequeno córrego onde ele deixou o corpo dela. Ele planejou tudo isso. Chamou ela de manhã cedo pra dar uma volta. Ela, inocente, o acompanhou e foi até abraçada com ele”, disse.

Segundo Rogério Nobres, embora Francisco tenha afirmado estar arrependido, a postura dele durante o depoimento não demonstrava isso.

“Ele disse que está arrependido, mas a fisionomia, o comportamento dele não indicam isso, até porque ele fala com muita naturalidade, dando todos os detalhes da prática criminosa.”, contou.

Leia mais – Mulher morta a facadas pelo marido em Várzea Grande não tinha medida protetiva, diz delegado

Ainda conforme o delegado, a vítima chegou a implorar pela própria vida antes de ser assassinada.

Após o crime, Francisco arrastou o corpo por cerca de 10 metros e o escondeu em um pequeno córrego em meio à vegetação.

A perícia preliminar apontou ao menos 10 lesões provocadas por arma branca, sendo golpes na região do peito, costas e mãos, indicando tentativa de defesa.

Na noite do mesmo dia, pressionado pelos filhos e enteados da vítima, o assassino registrou um boletim de ocorrência de desaparecimento para tentar afastar suspeitas.

Já na madrugada desta quinta-feira (7), ele procurou espontaneamente a Delegacia da Mulher de Várzea Grande e confessou o feminicídio. Equipes da Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) foram até o local indicado e localizaram o corpo.

Francisco foi encaminhado à Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), onde permanece à disposição da Justiça.

Denuncie

A violência contra a mulher não pode ser ignorada e nem ficar impune. Em Mato Grosso, há canais gratuitos e seguros para denunciar agressões, ameaças ou risco de feminicídio. As denúncias podem ser anônimas e o boletim de ocorrência pode ser feito online, por meio da Delegacia Digital: https://delegaciadigital.pjc.mt.gov.br/.

Em caso de emergência ou flagrante, procure ajuda imediata pelos telefones 190 (Polícia Militar), 197 (Polícia Civil), 181 (Disque Denúncia) ou 180 (Central de Atendimento à Mulher). Em Cuiabá, também é possível acionar a Patrulha Maria da Penha pelo número (65) 98170-0199.

O atendimento presencial está disponível na Delegacia Especializada de Defesa da Mulher de Cuiabá e na Delegacia da Mulher de Várzea Grande. A pena para crimes contra a mulher pode chegar a 40 anos de prisão, conforme estabelecido pela Lei Federal nº 14.994/2024, conhecida como Pacote Antifeminicídio.


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