O governo federal discute revogar o imposto de importação sobre encomendas internacionais de até US$ 50, apelidado de “taxa da blusinha”. Um dos principais fatores para reavaliar a medida é o impacto eleitoral negativo que o tema tem gerado na imagem do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e do ex-ministro da Fazenda, Fernando Haddad (PT), que colocou em prática a cobrança durante sua gestão.
A revisão ganhou força após a ex-ministra do Planejamento, Simone Tebet, afirmar que o impacto fiscal de uma eventual retirada seria limitado.
Segundo Tebet, a arrecadação com a medida ficou próxima de R$ 2 bilhões no último ano, valor considerado administrável dentro do orçamento federal.
Um levantamento da AtlasIntel, realizado em março em parceria com a Bloomberg, apontou que 62% dos brasileiros avaliaram a taxa como um erro do governo, enquanto 30% a consideram um acerto. Nos bastidores, a visão é de que a medida é um dos pontos que também puxa diretamente a rejeição ao governo.
O novo ministro da Secretaria das Relações Institucionais, José Guimarães (PT), se posicionou publicamente nesta semana contra a cobrança. Em conversa com jornalistas, Guimarães afirmou que, do ponto de vista pessoal, acha a taxação um dos maiores motivos de desgaste do governo.
A medida surgiu como uma tentativa de impulsionar o mercado de varejo, que falava em concorrência desleal de produtos estrangeiros mais baratos que a produção nacional.
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Para Haddad, a medida é positiva, mas houve um “grave problema de desinformação” sobre o tema. Sobre as críticas vindas de outros congressistas, o ex-ministro pontuou que todos os partidos aprovaram “de forma unânime” a cobrança de 20% de imposto de importação.
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