VINÍCIUS ANTÔNIO
DO REPÓRTERMT
O deputado federal Coronel Assis (PL) cobrou posicionamento e investigação por parte do Governo Federal sobre uma lista de “estupráveis” divulgada por uma turma do curso de Direito da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT).
“Faço aqui uma cobrança direta ao Governo Federal. Onde está o Ministério da Educação diante de uma barbárie como essa? Nós exigimos uma apuração séria por parte da universidade e uma investigação por parte da polícia. Esses alunos precisam responder à Justiça”, afirmou.
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Em vídeo publicado nas redes sociais, o parlamentar classificou a atitude como “apologia ao crime”. “Isso não é uma brincadeira, meus amigos. Muito menos uma piada universitária. Isso é apologia ao crime, isso é incitação a esse famigerado crime”, disse Assis.
Como noticiou o RepórterMT, o diretório estudantil da UFMT informou que as conversas ocorreram em aplicativos de mensagens e envolveram alunos do curso de Direito e de outras graduações. O grupo classificou o conteúdo como extremamente grave e afirmou que não se trata de “brincadeira”, mas de banalização da violência sexual e objetificação de mulheres.
Para Assis, a faculdade deve ser um espaço de estudo, respeito e segurança.“Não podemos aceitar que os nossos jovens entrem em uma universidade e encontrem um ambiente tóxico, de medo, desrespeito e violência. Isso não pode ser tratado como algo normal em nosso estado e em nosso país”, concluiu.
Em nota oficial, a UFMT informou que já adotou as providências cabíveis e reforçou que “repudia veementemente qualquer manifestação, prática ou tentativa de naturalização da violência, da misoginia e de qualquer forma de violação de direitos humanos”.
Veja vídeo:
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Denuncie
A violência contra a mulher não pode ser ignorada e nem ficar impune. Em Mato Grosso, há canais gratuitos e seguros para denunciar agressões, ameaças ou risco de feminicídio. As denúncias podem ser anônimas e o boletim de ocorrência pode ser feito online, por meio da Delegacia Digital: https://delegaciadigital.pjc.mt.gov.br/.
Em caso de emergência ou flagrante, procure ajuda imediata pelos telefones 190 (Polícia Militar), 197 (Polícia Civil), 181 (Disque Denúncia) ou 180 (Central de Atendimento à Mulher). Em Cuiabá, também é possível acionar a Patrulha Maria da Penha pelo número (65) 98170-0199.
O atendimento presencial está disponível na Delegacia Especializada de Defesa da Mulher de Cuiabá e na Delegacia da Mulher de Várzea Grande. A pena para crimes contra a mulher pode chegar a 40 anos de prisão, conforme estabelecido pela Lei Federal nº 14.994/2024, conhecida como Pacote Antifeminicídio.
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