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Por que Galípolo vê risco em proposta para o Fundo Garantidor de Créditos?

O presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, manifestou preocupação nesta segunda-feira (25) com um projeto de lei do senador Renan Calheiros (MDB-AL). A proposta busca usar o Fundo Garantidor de Créditos (FGC) para ressarcir prefeituras e estados que tiveram prejuízos com investimentos no Banco Master.

O que propõe o projeto de lei de Renan Calheiros?

A proposta quer que o FGC pague integralmente os valores perdidos por fundos de previdência de estados e municípios que investiram no Banco Master. O senador argumenta que, se houve má gestão ou desvio no banco, os depositantes e servidores públicos não podem ser os prejudicados.

Qual é a principal crítica de Gabriel Galípolo ao projeto?

O presidente do BC afirma que isso pode distorcer a finalidade do FGC. Ele explica que o fundo serve para proteger o pequeno poupador leigo, e não investidores profissionais que gerenciam fundos de pensão. Para Galípolo, quem é pago para fazer investimentos deve assumir os riscos das decisões técnicas e não contar com um seguro voltado ao cidadão comum.

O que é o FGC e como ele funciona?

O Fundo Garantidor de Créditos funciona como um seguro para quem guarda dinheiro em bancos. Se um banco quebra, o FGC devolve até R$ 250 mil por CPF. O dinheiro do fundo vem de contribuições dos próprios bancos, sem usar impostos, e serve para manter a confiança das pessoas no sistema financeiro, evitando que todos corram para sacar dinheiro ao mesmo tempo.

Como o Banco Master está envolvido nesta polêmica?

Diversos fundos de previdência municipal e estadual pelo Brasil são alvos de investigação por terem aplicado dinheiro no Banco Master sob suspeita de irregularidades. Além disso, existe uma controvérsia política sobre a ‘emenda Master’, que tentou aumentar o limite de ressarcimento do FGC de R$ 250 mil para R$ 1 milhão, o que beneficiaria quem fez grandes investimentos na instituição.

Quais podem ser as consequências se a lei for aprovada?

Caso o Congresso aprove a medida, o FGC poderá ver um agravamento de sua pressão enquanto já enfrenta um rombo bilionário, estimado em mais de R$ 57 bilhões, fruto da reação em cadeia após a liquidação do Master. Além disso, deputados e especialistas temem que a cobertura do fundo passe a ser usada como ‘isca’ publicitária enganosa, sugerindo que investimentos de alto risco são totalmente protegidos e isentos de perigo.

Conteúdo produzido a partir de informações apuradas pela equipe de repórteres da Gazeta do Povo. Para acessar a informação na íntegra e se aprofundar sobre o tema leia a reportagem abaixo.

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