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Ilhas Canárias montam operação para chegada de cruzeiro com surto de hantavírus

Autoridades espanholas deram início aos preparativos para receber mais de 140 passageiros e tripulantes do cruzeiro afetado por um surto de hantavírus, que deve atracar neste domingo (10) nas Ilhas Canárias.

A previsão é que o desembarque ocorra na ilha espanhola de Tenerife, na costa oeste da África, onde os ocupantes da embarcação serão retirados sob um rígido protocolo sanitário.

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Após saírem do navio, os passageiros serão levados para uma área “completamente isolada e cercada”, informou Virginia Barcones, chefe dos serviços de emergência da Espanha, à Associated Press. Estados Unidos e Reino Unido enviarão aeronaves para repatriar seus cidadãos que estão a bordo.

O diretor-geral da Organização Mundial de Saúde (OMS), Tedris Adhanom Ghebreyesus, está a caminho das Ilhas Canárias neste sábado (9) para coordenar a evacuação do cruzeiro

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O último boletim divulgado pelo órgão, na sexta-feira (8), elevou para seis o total de casos confirmados da doença de um total de oito suspeitos, incluindo três mortes – duas confirmadas e uma com provável relação com o hantavírus.

Os números indicam uma taxa de letalidade de 38% para a cepa Andes, uma variante do hantavírus com a singularidade de que é a única que se conhece como transmissível em limitados casos entre humanos.

Apesar disso, a operadora Oceanwide Expeditions afirma não haver atualmente passageiros com sintomas suspeitos a bordo do navio, o holandês MV Hondius, informação corroborada pela OMS.

“Os especialistas da OMS e outros especialistas a bordo estão realizando a avaliação médica de cada pessoa no navio para reunir informações sobre o risco de infecção”, afirmou porta-voz da entidade, Tarik Jasarevic, à EFE.

A OMS também informou em seu boletim que estão sendo realizadas investigações adicionais sobre a possível exposição do primeiro caso e a origem do surto, em colaboração com autoridades de Argentina e Chile.

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“O surto está sendo gerido mediante uma resposta internacional coordenada, que inclui investigações epidemiológicas intensas, isolamento de casos e gestão clínica, evacuações médicas, testes de laboratório e rastreamento e acompanhamento internacional de contatos”, disse a organização.

A OMS considera baixo o risco de disseminação do vírus para a população em geral. Ainda na sexta-feira a entidade informou que uma comissária de bordo que teve contato com uma passageira infectada testou negativo para o patógeno, o que reduz preocupações sobre uma possível transmissão mais ampla da doença.

O hantavírus normalmente é transmitido por roedores, quando uma pessoa inala partículas contaminadas em urina, fezes ou saliva desses animais. No caso do MV Hondius, especialistas da OMS trabalham com a hipótese de que os primeiros infectados tenham contraído o vírus antes do embarque, durante viagem pela América do Sul.

Outras possibilidades, como a presença de roedores contaminados no navio, ainda não foram descartadas.

Ao todo, 114 passageiros e 61 tripulantes de 22 países embarcaram no navio. Antes da confirmação do surto, porém, 32 passageiros desembarcaram na ilha britânica de Santa Helena, no Atlântico Sul, em 24 de abril. O surto em curso no navio só foi relatado à OMS em 2 de maio.

Autoridades sanitárias em quatro continentes monitoram mais de 20 pessoas que deixaram o navio antes da confirmação do surto. Equipes de saúde também tentam localizar outras pessoas que possam ter tido contato com esses passageiros.

EUA e Reino Unido enviarão aviões às Ilhas Canárias para repatriar passageiros de navio com surto de hantavírus

O governo americano informou que enviará uma aeronave às Ilhas Canárias para repatriar 17 cidadãos que permanecem a bordo do navio onde houve o surto de hantavírus.

Eles serão colocados em quarentena na Unidade Nacional de Quarentena da Universidade de Nebraska e do Nebraska Medicine. Segundo o hospital, nenhum deles apresenta sintomas.

O governo britânico também irá fretar um avião para retirar do navio cerca de duas dezenas de cidadãos do Reino Unido.

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