quarta-feira , 13 maio 2026
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Governo Lula celebra fim da “taxa das blusinhas”, que ele mesmo criou

As redes sociais do governo federal foram acionadas para capitalizar sobre o fim da “taxa das blusinhas”. Minutos após o presidente Lula assinar a medida provisória que acaba com o imposto, as contas das redes sociais de X e do Instagram do governo comemoraram a revogação da medida, que foi criada pelo próprio governo.

“A-CA-BOU a taxa das blusinhas! (…) O Governo do Brasil tá do lado do povo brasileiro”, escreveu a equipe do governo em sua conta no X.

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Em vigor desde meados de 2024, o imposto incide sobre a importação de 20% sobre compras internacionais de até US$ 50 em plataformas como Shein, Shopee e AliExpress. Aliados também comemoraram a revogação da cobrança.

“Lula acaba de revogar a taxa da blusinhas!” (SIC), escreveu o ministro da Secretaria-Geral da Presidência Guilherme Boulos.

O anúncio foi feito de última hora, no Palácio do Planalto. A mudança ocorre a cinco meses das eleições. Para valores acima de US$ 50, permanece a tributação de até 60%, com desconto fixo de US$ 20.

O programa Remessa Conforme entrou em vigor em agosto de 2024, após a aprovação de um projeto de lei pelo Congresso Nacional.

Resgate da popularidade

A taxa é considerada um entrave à popularidade do governo federal em ano eleitoral. Pesquisa realizada em abril mostrou que 62% dos brasileiros avaliam a cobrança como um erro.

Apesar da impopularidade, a cobrança sobre compras internacionais de pequeno valor foi defendida pela Confederação Nacional da Indústria (CNI). A entidade estima que cerca de 100 mil empregos foram preservados com a manutenção do imposto.

Dados da Secretaria da Receita Federal mostram que, em 2025, o governo federal arrecadou o valor recorde de R$ 5 bilhões com o imposto de importação sobre encomendas internacionais. Em 2024, a arrecadação também já havia sido a maior da série histórica, somando R$ 2,88 bilhões.

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