terça-feira , 26 maio 2026
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Edema pulmonar e insuficiência cardíaca: atestado de óbito revela detalhes da morte de fisiculturista 

DO REPÓRTERMT

A cardiomiopatia hipertrófica, condição apontada no atestado de óbito do influenciador e fisiculturista Gabriel Ganley, morto aos 22 anos na capital paulista, é uma patologia caracterizada pelo espessamento fora dos padrões do músculo cardíaco.

Conforme reportagem publicada pela jornalista Talita Vespa, do portal g1, as informações médicas sobre o caso revelam que o documento oficial cita uma associação de causas para o óbito, detalhando que a alteração anatômica do coração foi acompanhada por um edema pulmonar e por um quadro de insuficiência cardíaca congestiva.

O conjunto de complicações enrijece o órgão, reduz o espaço interno para o acúmulo de sangue e gera o acúmulo de líquidos no pulmão.

A medicina divide a origem da doença cardíaca principal entre causas genéticas e fatores adquiridos ao longo da vida. Na vertente hereditária, a transmissão possui padrão autossômico dominante, com 50% de probabilidade de passar de pais para filhos, sendo identificada como uma das principais causas de morte súbita em indivíduos com idade inferior a 35 anos.

Por outro lado, especialistas apontam que o desenvolvimento da patologia também pode estar diretamente associado ao consumo de esteroides anabolizantes, substâncias que elevam a pressão arterial e fazem o coração trabalhar contra uma resistência maior, gerando uma hipertrofia desorganizada do tecido.

O avanço rápido das paredes do coração sem o acompanhamento proporcional da irrigação sanguínea gera pequenas cicatrizes no músculo, conhecidas como necrose e fibrose, que servem de estímulo para arritmias cardíacas graves.

A publicação destaca que, além de relatar o uso de esteroides nas redes sociais, o jovem realizava aplicações de insulina com fins estéticos.

O uso combinado dessas substâncias sem o devido acompanhamento eleva o estresse cardiovascular, acelera o desgaste das funções vitais e atua como um gatilho para o colapso simultâneo dos sistemas respiratório e circulatório.

A parede vai ficando mais grossa e a cavidade de dentro acaba ficando menor. Isso dificulta o enchimento e o funcionamento normal do coração. O coração passa a trabalhar contra uma resistência maior e começa a sofrer hipertrofia. Só que esse crescimento acontece de forma desorganizada. A combinação de insulina, anabolizantes, estimulantes e diuréticos aumenta o estresse cardiovascular e favorece arritmias, desidratação e alterações metabólicas que sobrecarregam o coração.

O diagnóstico precoce da patologia é realizado por meio de exames clínicos especializados, como eletrocardiograma, ecocardiograma e ressonância magnética do tórax.

O tratamento médico para pacientes diagnosticados varia conforme o nível de gravidade e evolução de cada caso, englobando o uso de medicamentos específicos para o controle dos batimentos, o afastamento definitivo de práticas esportivas de alto rendimento e, em cenários específicos, a implantação cirúrgica de desfibriladores cardíacos internos para evitar paradas cardiorrespiratórias.

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