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Abilio sobe o tom contra empresa que tenta despejar famílias de condomínios: "Quem está agindo de má-fé são eles"

ANA JÁCOMO

LUÍZA VIEIRA

DO REPÓRTERMT

O prefeito de Cuiabá, Abilio Brunini (PL), reagiu com dureza ao novo recurso apresentado pela empresa Trunk Gestão Empresarial Ltda. contra a regularização fundiária dos residenciais Villas das Minas e Villas Lavras do Sutil I e II. Em declaração à imprensa hoje (6), ele rebateu a acusação de que o município teria agido com má-fé no processo e inverteu a lógica do argumento, apontando que a empresa busca lucrar excessivamente sobre famílias que vivem nos locais há quase 30 anos.

O embate jurídico ocorre após a desembargadora do TJMT (Tribunal de Justiça de Mato Grosso), Helena Maria Bezerra Ramos, autorizar a continuidade da Reurb (Regularização Fundiária Urbana) e suspender o despejo de mais de 400 famílias. A Trunk, que arrematou os condomínios em um leilão judicial por R$ 16 milhões após a falência da Trese Construtora, alega que os imóveis já são regulares e que a prefeitura prestou informações falsas.

A empresa pode entrar com o recurso que quiser. Agora, uma empresa que vai lá, da forma que ela fez, que pagou até R$ 13 mil por unidade e quer cobrar de R$ 170 mil!! Quem está agindo de má-fé são eles“, disparou o prefeito.

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Abilio enfatizou que o município tem a responsabilidade social de acolher essas famílias, que não teriam para onde ir caso a ordem de despejo fosse cumprida. “Nós não temos condições de construir 400 casas de uma hora para outra, nem temos condições de pagar um aluguel social para 400 famílias“, pontuou.

O prefeito destacou que a Reurb é um instrumento legal e uma prerrogativa do município, fundamentada inclusive em diretrizes do STF (Supremo Tribunal Federal) para ocupações consolidadas.

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A construtora não está feliz? Tudo bem. Vende para nós no preço que ela pagou, a gente devolve o dinheiro para ela e a gente faz a Reurb naquele lugar“. Segundo ele, o município poderia comprar as unidades e revendê-las aos moradores por valores acessíveis ou aplicar o caráter social para quem não possui condições de pagar.

O gestor finalizou criticando a postura da Trunk em enviar notificações de despejo aos moradores sem buscar um caminho sensível à realidade socioeconômica da região. “Cada um fica infeliz do seu lado, e a gente vai seguir juridicamente“, concluiu o prefeito, assegurando que a PGM (Procuradoria Geral do Município) continuará defendendo a permanência das famílias nas unidades.

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