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Abilio desafia CPMI do Banco Master: "Chamar o Flávio significa ter que chamar todo mundo"

ANA JÁCOMO

LUÍZA VIEIRA

DO REPÓRTERMT

O prefeito de Cuiabá, Abilio Brunini (PL), sugeriu hoje (15) um depoimento do senador e pré-candidato à Presidência da República, Flávio Bolsonaro (PL-RJ), na CPMI do Banco Master, caso seja instalada. A reação ocorre após o vazamento de um áudio em que Flávio articula o financiamento de R$ 61 milhões para o filme “Dark Horse” com o banqueiro Daniel Vorcaro.

Para Abilio, os parlamentares governistas tentam criar um “palanque eleitoral” em torno do caso do Banco Master, mas evitam dar o mesmo tratamento a figuras ligadas à esquerda que estão na mira de investigações federais. Ele citou nominalmente o empresário Fábio Luís Lula da Silva, o “Lulinha”, filho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que recentemente teve o indiciamento sugerido no relatório final da CPMI do INSS sob acusações de tráfico de influência e lavagem de dinheiro, em um esquema que envolve o próprio Daniel Vorcaro.

O prefeito de Cuiabá desafiou o Congresso a promover uma acareação geral na comissão técnica, sem poupar nenhum dos lados envolvidos nas investigações financeiras conduzidas pela Polícia Federal.

Por que esconder isso? Por que não quer colocar o Daniel Vorcaro lá também para falar? Por que não quer colocar o Lulinha, o filho do Lula, lá para falar para todo mundo? Essa é a verdade. Porque chamar o Flávio Bolsonaro lá significa ter que chamar todo mundo, e chamar todo mundo eles não querem.

Pressão por assinaturas

O líder da oposição no Senado, Rogério Marinho (PL-RN), o próprio senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) e Fabiano Contarato (PT-ES) assinaram o requerimento de criação da CPMI (Comissão Parlamentar Mista de Inquérito) para investigar as fraudes ligadas ao Banco Master. A informação foi divulgada nas redes sociais pelo senador Carlos Viana (PSD-MG), que informou ter protocolado o pedido no Congresso Nacional.

As solicitações para a instalação da comissão são feitas desde o escândalo do Master. Entretanto, apesar de ter atingido o número de assinaturas, a pauta não tem avançado no Congresso. A resistência surge, principalmente, devido ao possível envolvimento de congressistas no esquema.

Os bastidores do Congresso Nacional indicam que a instalação da comissão é vista como improvável pelas cúpulas partidárias. Parlamentares do Centrão admitem reservadamente que uma investigação profunda sobre o Banco Master possui um “efeito bumerangue”, com potencial para atingir figuras de diferentes espectros políticos, o que gera um recuo velado de ambos os lados e alimenta o discurso puramente eleitoreiro.

Atualmente, além da proposta de Carlos Viana, existem requerimentos com assinaturas suficientes de autoria do deputado Carlos Jordy (PL-RJ) e da ex-senadora Heloísa Helena (Rede-RJ). No início do mês, parlamentares de oposição ao governo do presidente Lula negaram ter feito acordo com o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), para abrir mão de uma CPI a fim de investigar o Banco Master em troca da derrubada do veto presidencial ao projeto da dosimetria, que reduz penas a condenados do 8 de Janeiro.

Mesmo com as negativas, as propostas seguem travadas pelas presidências das duas Casas. Davi Alcolumbre evitou a leitura do requerimento na última sessão plenária do Congresso, enquanto na Câmara, o presidente Hugo Motta (Republicanos-PB) também optou por não dar andamento aos pedidos em virtude do curto calendário do ano eleitoral.

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