quinta-feira , 30 abril 2026
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Com derrota de Messias, indicação ao STF pode ser escolha de novo presidente

A derrota histórica de Jorge Messias, que teve sua indicação ao Supremo Tribunal Federal rejeitada por 42 votos contra 31 votos favoráveis no Senado, também representa uma perda para o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que, há seis meses da eleição, pode finalizar seu mandato sem conseguir emplacar mais um nome na Suprema Corte.

Analistas ouvidos pelo InfoMoney avaliam que a recusa do nome de Messias ao STF destaca pontos frágeis do governo e expõe o estremecimento da relação com o presidente do Senado, Davi Alcolumbre — que previu o exato placar da votação secreta antes da sessão ocorrer.

“A rejeição do nome de Jorge Messias ao STF traz ao governo um problema muito grande e nos mostra que a articulação com o Senado está estremecida”, destaca Roberto Goulart, professor do Instituto de Relações Internacionais da Universidade de Brasília.

Para o docente, a derrota, a seis meses da eleição, também é um forte indício de que o governo não consiga costurar um novo nome junto à Presidência do Senado e que a indicação caiba ao presidente eleito em 2027.

“Se o presidente Lula for reeleito, então a nomeação segue o seu curso. Se Lula não for, pode ser que o novo governo venha retirar esse nome e indicar um da sua preferência”, conclui.

Neste cenário, caso Lula perca as eleições em outubro, a indicação ao STF pode sair do campo progressista e ir para um líder da direita, possivelmente o senador e pré-candidato à Presidência, Flávio Bolsonaro (PL-RJ). Caso a previsão se concretize, a família Bolsonaro poderá colocar, até o fim do mandato, sete novos ministros.

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Entre 2019 e 2022, Jair Bolsonaro indicou à Corte os ministros Kassio Nunes Marques e André Mendonça. Entre 2026 e 2030, até três ministros poderão sair pela aposentadoria compulsória e liberar vagas para indicação do presidente vigente.

Para Luciana Santana, doutora em Ciência Política pela UFMG e professora na Universidade Federal de Alagoas, a derrota de Messias também dá um recado claro ao governo federal: com quem está a caneta da vez.

“É uma derrota extremamente histórica, muito amarga e problemática para Lula e traz dificuldades eleitorais. A gente agora precisa entender se ele vai tentar mediar essa situação e ir fazendo alguma indicação rápida e garantir que o Alcolumbre avalie em tempo hábil, se passar”, destaca. “Fora que, se a eleição [para presidente] fosse hoje, Lula teria um risco muito alto de perder, considerando a ausência de apoio no próprio Congresso, que se torna um novo ponto de veto”, conclui.

Ambos os analistas convergem no entendimento de que a derrota no Senado também sinaliza ao presidente Lula um cenário árido caso o governo tente pautar votações significativas até as eleições, sob o risco de amargar uma nova derrota.

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