DO REPÓRTERMT
Elzilene Alves do Nascimento, de 49 anos, assassinada pelo marido em Várzea Grande, conviveu por cerca de 30 anos com o assassino, Francisco Carlos Pereira da Silva, de 68 anos. Conforme relatos de familiares à Polícia Civil, a vítima sofria agressões e crises frequentes de ciúmes por parte do companheiro.
As informações foram confirmadas pelo delegado Rogério Gomes, responsável pela investigação do caso.
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Segundo o delegado, apesar de não existirem registros oficiais de violência doméstica, familiares contaram que as agressões já haviam ocorrido outras vezes ao longo do relacionamento. Ainda conforme a investigação, Elzilene já demonstrava interesse em colocar fim ao casamento, situação que não era aceita por Francisco.
“Os filhos dela relataram que não eram frequentes, mas já aconteceram agressões no passado, físicas inclusive, mas não havia nenhum tipo de registro. Não era recorrente, mas havia sim, e a motivação era ciúme porque ela já estava querendo se separar dele, mas ele não concordava com a separação. Ela já queria se separar e colocar um ponto final nessa relação”, contou.
O feminicídio ocorreu na terça-feira (5), mas só foi confessado pelo feminicida na madrugada desta quinta-feira (7), quando ele procurou espontaneamente a Delegacia da Mulher de Várzea Grande.
De acordo com a investigação, Francisco atraiu a companheira para uma área de mata próxima da casa onde moravam, no bairro Santa Isabel. No local, ele atacou a vítima com golpes de faca e, depois, ocultou o corpo em um pequeno córrego.
A perícia preliminar identificou ao menos 10 perfurações provocadas por arma branca, além de ferimentos nas mãos da vítima, indicando tentativa de defesa.
Após cometer o crime, o homem chegou a registrar um boletim de ocorrência comunicando o desaparecimento da esposa, mas acabou confessando o assassinato após pressão de familiares e vizinhos.
Francisco foi encaminhado à Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), onde permanece à disposição da Justiça.
Veja vídeo:
Denuncie
A violência contra a mulher não pode ser ignorada e nem ficar impune. Em Mato Grosso, há canais gratuitos e seguros para denunciar agressões, ameaças ou risco de feminicídio. As denúncias podem ser anônimas e o boletim de ocorrência pode ser feito online, por meio da Delegacia Digital: https://delegaciadigital.pjc.mt.gov.br/.
Em caso de emergência ou flagrante, procure ajuda imediata pelos telefones 190 (Polícia Militar), 197 (Polícia Civil), 181 (Disque Denúncia) ou 180 (Central de Atendimento à Mulher). Em Cuiabá, também é possível acionar a Patrulha Maria da Penha pelo número (65) 98170-0199.
O atendimento presencial está disponível na Delegacia Especializada de Defesa da Mulher de Cuiabá e na Delegacia da Mulher de Várzea Grande. A pena para crimes contra a mulher pode chegar a 40 anos de prisão, conforme estabelecido pela Lei Federal nº 14.994/2024, conhecida como Pacote Antifeminicídio.
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