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Ucrânia está entre o risco de perder a dignidade ou um aliado-chave, diz Zelensky

O presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, afirmou nesta sexta-feira (21) em um discurso à nação que o país pode se deparar com a necessidade de escolher entre perder sua dignidade ou renunciar a um aliado-chave, depois que vazou a informação que os Estados Unidos propuseram um plano de 28 pontos para pôr fim à guerra que cruza várias das linhas vermelhas de Kiev.

“Este é um dos momentos mais difíceis da nossa história. É um dos momentos de maior pressão sobre a Ucrânia. Agora a Ucrânia pode se encontrar diante de escolhas muito difíceis. Ou perder a dignidade ou arriscar-se a perder um aliado-chave. Ou 28 pontos difíceis ou um inverno extremamente complicado”, disse Zelensky.

As referências constantes à “dignidade” da Ucrânia em seu discurso se explicam em parte porque o país celebra nesta data precisamente o chamado “Dia da Dignidade”, que lembra o primeiro dia dos protestos de 2013 e 2014 que derrubaram a última administração pró-russa do país.

Após dar a entender que considera inaceitável o plano dos EUA – que propõe, entre outras coisas, que a Ucrânia retire suas tropas do território que ainda controla no Donbass, limite o tamanho de seu Exército e renuncie ao envio de tropas da Otan em seu território após a guerra –, Zelensky disse que trabalhará sem descanso nos próximos dias e semanas para avançar rumo à paz em termos que sejam aceitáveis para a Ucrânia.

“Apresentarei argumentos, convencerei, oferecerei alternativas. Mas, sob nenhuma circunstância, daremos ao inimigo razões para dizer que a Ucrânia não quer a paz, que descarrila o processo e que a Ucrânia não está pronta para a diplomacia”, afirmou também o presidente ucraniano.

Uma parte significativa do discurso de Zelensky foi dirigida a pedir unidade nacional e que se ponha fim às divisões partidárias.

Zelensky vive desde a segunda-feira da semana passada sua pior crise interna desde o começo da guerra, após as autoridades anticorrupção terem exposto um suposto esquema liderado por um ex-sócio empresarial do presidente no qual podem ter estado envolvidos vários ministros.

O país atravessa, além disso, uma situação delicada no campo de batalha, onde as forças russas protagonizaram avanços na frente de Zaporizhzhya, no sudeste da Ucrânia, e ameaçam consumar a tomada das cidades de Pokrovsk e Kupiansk das regiões de Donetsk e Kharkiv.

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