Uma pesquisa realizada entre 20 e 23 de março de 2026 revela que o apoio ao presidente Donald Trump entre eleitores católicos caiu para 48%, em meio ao conflito militar dos Estados Unidos contra o Irã. O desgaste ocorre logo após ele ter vencido o voto desse grupo com 55% nas eleições de 2024.
Qual foi o principal motivo para a queda de aprovação entre os católicos?
O fator determinante é a guerra contra o Irã. A maioria dos eleitores católicos desaprova o uso de força militar e as ações do governo na região. Atualmente, 60% dos católicos reprovam a maneira como o presidente tem lidado com esse conflito específico, e 55% se opõem ao uso de tropas ou ataques diretos contra o país persa.
Como a Igreja Católica e o Papa se posicionaram sobre o conflito?
O papa Leão XIV e a cúpula dos bispos americanos têm feito apelos constantes pela diplomacia. O Pontífice afirmou recentemente que ‘Deus não abençoa nenhum conflito’ e que ações militares não criam espaços de liberdade. Especialistas acreditam que essas mensagens fortes do Vaticano geram uma crise de consciência em católicos que apoiavam o presidente, levando-os a mudar de opinião sobre o governo.
Como os números atuais se comparam com os resultados da eleição de 2024?
A mudança é significativa. Em 2024, ele conquistou a maioria do eleitorado católico com uma margem de 12 pontos sobre Kamala Harris. Naquela ocasião, ele tinha 55% de apoio desse grupo. Hoje, a aprovação caiu para 48%, enquanto a desaprovação subiu para 52%. O fenômeno reflete uma insatisfação que também atinge o público americano geral, onde sua aprovação é de apenas 41%.
Existem pontos da política externa para o Irã que os católicos ainda apoiam?
Apesar de rejeitarem a guerra, os católicos ainda consideram importantes alguns objetivos estratégicos. Cerca de 71% acreditam que é fundamental impedir o programa nuclear iraniano e proteger o fluxo de petróleo na região. Além disso, 73% defendem que o governo deve agir para reduzir o apoio do Irã ao terrorismo, revelando que a crítica é mais sobre o método (uso de bombas) do que sobre o controle das ameaças.
Quais são os próximos passos do governo para tentar reverter a crise?
O governo está tentando uma via diplomática para estancar o desgaste. O vice-presidente JD Vance, que também é católico, viajou ao Paquistão para negociar diretamente com lideranças iranianas. O objetivo é estabelecer um cessar-fogo de duas semanas e buscar um acordo de paz de longo prazo enquanto os ataques militares estão suspensos.
Conteúdo produzido a partir de informações apuradas pela equipe de repórteres da Gazeta do Povo. Para acessar a informação na íntegra e se aprofundar sobre o tema leia a reportagem abaixo.
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