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Parlamentares da esquerda lançam campanha contra discurso da militância sobre o Congresso

Parlamentares de esquerda e representantes da sociedade civil lançam nesta segunda-feira (12) uma campanha nas redes sociais para tentar mudar a visão negativa sobre o Congresso Nacional e reforçar a importância das eleições para deputado federal e senador em outubro. A iniciativa, batizada de “Congresso amigo do povo”, busca deslocar o foco do debate político, que hoje foca na disputa presidencial, para o papel do Parlamento na definição dos rumos do país.

A campanha reúne deputados federais de partidos como PSOL, PT e PSB, entre eles Luiza Erundina (PSOL-SP), Patrus Ananias (PT-MG) e Pedro Campos (PSB-PE). O movimento defende que a composição do Congresso tem impacto direto na aprovação ou bloqueio de pautas consideradas estratégicas pelo campo progressista.

“É preciso ter um Congresso mais qualificado, de melhor nível que o atual. O Parlamento é um fator de progresso ou retrocesso. Temos que lembrar que a eleição não é só para presidente da República e governador”, declarou o deputado Chico Alencar (PSOL-RJ), um dos articuladores da iniciativa, em entrevista à Folha de S. Paulo.

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O nome da campanha foi escolhido como resposta direta ao tema “Congresso inimigo do povo”, que ganhou força nas redes sociais no ano passado. A avaliação dos organizadores é que o discurso acabou sendo incorporado pela própria militância de esquerda e passou a gerar desgaste político para aliados no Legislativo.

A expressão se espalhou após aliados ao ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) tomarem as mesas diretoras da Câmara e do Senado após a ordem de prisão domiciliar a ele, em agosto, pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF). Na época, os parlamentares exigiam que o Congresso tomasse alguma atitude contra a decisão.

No entanto, a crítica prosseguiu para criticar propostas do Congresso como a PEC das prerrogativas de função e a anistia aos condenados pelos atos de 8 de janeiro de 2023. Para os idealizadores da nova campanha, a generalização contribuiu para deslegitimar o Parlamento como instituição.

A identidade visual do movimento foi criada pelo cartunista Claudius Ceccon, um dos fundadores do jornal O Pasquim, e associa o Congresso a bandeiras defendidas pelo governo do presidente Luiz Lula Inácio Lula da Silva (PT), como o fim da escala de trabalho 6×1, a taxação dos super-ricos e o combate ao feminicídio.

Com a campanha, parlamentares da esquerda tentam reorganizar o discurso político nas redes e influenciar o eleitor antes da eleição de outubro. A estratégia aposta na ideia de um Congresso mais alinhado aos projetos do Executivo.

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