domingo , 26 abril 2026
💵 DÓLAR: Carregando... | 💶 EURO: Carregando... | 💷 LIBRA: Carregando...

Irã sente pressão após Trump cancelar viagem de enviados ao Paquistão e faz nova proposta

A rodada de negociações de paz diretas entre enviados do Irã e dos Estados Unidos no Paquistão prevista para este fim de semana falhou. As condições de Teerã para um acordo de paz duradoura foram entregues a um mediador, o governo do Paquistão. Ao saber disso, o presidente americano Donald Trump cancelou a viagem de seus negociadores ao país.

O governante republicano afirmou que, minutos após cancelar a ida ao país asiático, recebeu uma nova proposta do regime, que classificou como “muito melhor” que o documento anterior.

“Eles nos deram um documento que deveria ter sido melhor e, curiosamente, imediatamente após o cancelamento, em menos de 10 minutos, recebemos um novo documento muito melhor”, declarou a repórteres neste sábado (25).

O Paquistão vinha tentando costurar um encontro direto entre autoridades americanas e iranianas neste fim de semana. Segundo informações divulgadas neste sábado (25) pela agência Reuters e pelo jornal The New York Times, o ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araghchi, esteve em Islamabad, no Paquistão, onde apresentou às autoridades locais as condições de Teerã para possíveis negociações relacionadas ao conflito na região.

Os enviados de Trump, Steve Witkoff e Jared Kushner, se preparavam para embarcar para o Paquistão ainda neste dia, quando a viagem foi cancelada por Trump.

“Nós temos todas as cartas, eles podem nos chamar quando quiserem, mas não vamos fazer mais vôos de 18 horas para sentar e falar sobre nada”, disse Trump à Fox News.

Araghchi transmitiu as exigências iranianas e também suas reservas em relação às propostas dos Estados Unidos durante reunião com o primeiro-ministro paquistanês, Shehbaz Sharif. O governo paquistanês atua como intermediador entre Teerã e Washington.

O chanceler iraniano reiterou que não há previsão de encontro direto entre representantes do Irã e dos Estados Unidos nesta fase das conversas. Autoridades iranianas reforçaram que toda comunicação seguirá sendo feita por meio da mediação paquistanesa.

Fontes citadas pela Reuters indicam que a diplomacia do Irã rejeita o que classificou como “demandas maximalistas” apresentadas pelos Estados Unidos. Ao mesmo tempo, o país deve encaminhar uma resposta formal por escrito à proposta americana de cessar-fogo.

De acordo com fontes diplomáticas, equipes de apoio e segurança dos Estados Unidos já estavam posicionadas em Islamabad para possíveis tratativas.

Durante a agenda no Paquistão, Araghchi também se reuniu com autoridades militares locais e agradeceu os esforços de mediação. Após essa etapa, o chanceler iraniano deve seguir para novas rodadas de conversas em outros países, incluindo Omã e Rússia, segundo o The New York Times. As negociações ocorrem em meio a tensões persistentes na região, mesmo após anúncios de cessar-fogo. Os diálogos envolvem temas como sanções econômicas, segurança marítima e o programa nuclear iraniano, que seguem sem acordo entre as partes.

Trump nega que cancelamento de viagem significa retorno da guerra

Depois de anunciar o cancelamento da viagem da delegação americana ao Paquistão, o presidente Donald Trump disse a um repórter do portal Axios que isso não significa a retomada da guerra.

“Não. Não significa isso. Ainda não pensamos nisso”, respondeu o líder americano ao ser questionado em uma entrevista por telefone neste sábado.

As Forças Armadas do Irã voltaram a ameaçar os Estados Unidos com uma “resposta firme” se o país seguir com o bloqueio naval aos portos iranianos, o que qualificaram como ações de “banditismo e pirataria”.

O Quartel-General Central Khatam al-Anbiya, que coordena o Exército regular iraniano com a Guarda Revolucionária, afirmou por meio de comunicado que as Forças Armadas contam atualmente com “maior capacidade e preparação do que antes” para defender a soberania, o território e os interesses nacionais, e sustentou que os EUA “já experimentaram parte desse poder” durante a guerra que começou em 28 de fevereiro.

Durante o dia, a Guarda Revolucionária informou sobre a prisão de 239 pessoas no país, que supostamente faziam parte de grupos opositores ao regime e que foram acusadas de preparar o terreno para uma ação militar de Estados Unidos e Israel durante a guerra. Segundo as forças iranianas, os detidos estaria fabricando bombas caseiras e trabalhando na aquisição de armas ilegais com o objetivo de atacar instalações governamentais e militares.

fonte

Verifique também

“Assassino Federal Amigável”: o que diz manifesto ligado a atirador de evento com Trump

A Casa Branca informou neste domingo (26) que o atirador que supostamente tentou assassinar autoridades, …

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *