sexta-feira , 15 maio 2026
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Inflação mensal da Argentina cai e Milei diz que só descansará quando chegar a zero

Novos dados econômicos divulgados pelo Instituto Nacional de Estatística e Censos (Indec) mostram que a inflação deu uma trégua ao presidente Javier Milei em abril e desacelerou a 2,6%.

O Índice de Preços ao Consumidor (IPC) da Argentina atingiu sua segunda queda consecutiva, registrando 32,4%, em comparação com o mesmo mês do ano anterior.

O relatório apresentado na quinta-feira (14) revela que os preços dos bens apresentaram variação positiva de 2,5% no mês passado em comparação com março, enquanto os serviços subiram 2,6%. Esses números representam aumentos anuais de 27,4% e 43,1%, respectivamente.

Entre os aumentos mensais de preços registrados em abril, destaca-se o transporte (+4,4%), impulsionado pela alta dos preços dos combustíveis devido à guerra no Oriente Médio, e serviços de água, gás e eletricidade (+3,5%).

O governo Milei incluiu em sua agenda uma projeção de inflação de 10,1% para todo o ano de 2026 no orçamento, enquanto o Fundo Monetário Internacional prevê um aumento anual de preços de 30,4% para a Argentina.

O presidente argentino comemorou a queda da inflação mensal, mas destacou que seu governo só descansará quando o indicador oficial chegar a zero.

Em entrevista ao canal de streaming Neura, ele disse que “o único dado que nos traz alívio é zero. Até que isso aconteça, a luta contra a inflação não acabou”.

“Tanto eu quanto Toto Caputo [ministro da Economia] odiamos a inflação”, acrescentou.

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