DA EDITORIA
DO REPÓRTERMT
Um grupo de indígenas da etnia Enawenê-nawê, que vive na região noroeste de Mato Grosso, tem feito sucesso nas redes sociais ao compartilhar uma rotina considerada incomum para os povos originários. Em vídeos e fotos publicados em seus perfis, eles se identificam como influencers digitais e divulgam, inclusive, plataformas de apostas online.
Entre os mais conhecidos do grupo está Holi Max, que mora em Vilhena (RO), mas circula com frequência pelo território mato-grossense, já que o município faz divisa com o estado. Nas redes sociais, ele soma mais de 760 mil seguidores, sendo 528 mil na conta principal do Instagram, 34,4 mil na conta reserva e 198,8 mil no TikTok.
Montagem/RepórterMT
Nos registros publicados, o jovem mostra a rotina na aldeia, que inclui o uso de uma caminhonete Hilux e iPhones 17, de última geração. Nos vídeos, ele aparece usando camisetas da Seleção Brasileira e exibe festas à beira do rio, com caixas de som e músicas de funk.
Além do estilo de vida exibido nas redes e da atuação como influencer digital, Holi também divulga plataformas de apostas online, como o chamado “Tigrinho”.
Veja vídeos:
Origem
Conforme o Instituto Socioambiental Povos Indígenas no Brasil, os Enawenê-nawê vivem em uma única grande aldeia próxima ao rio Iquê, afluente do Juruena, no noroeste de Mato Grosso. Eles habitam uma região de transição entre o Cerrado e a Floresta Amazônica, localizada entre os municípios de Juína, Comodoro e Sapezal.
Os Enawenê-nawê falam uma língua da família Aruák, semelhante à falada pelos Paresí. Até o início da década de 1980, eles eram conhecidos como “Salumã”.
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