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Governo expulsa tenente do Corpo de Bombeiros condenada por corrupção em MT

VANESSA MORENO

DO REPÓRTERMT

O governador Otaviano Pivetta (Republicanos) oficializou, hoje (18), a exclusão da 1ª tenente Yara Corrêa dos Santos dos quadros do Corpo de Bombeiros Militar de Mato Grosso. Em novembro do ano passado, ela foi condenada a mais de cinco anos de prisão em regime semiaberto por receber propina para conceder prioridade e aprovar, com irregularidades técnicas, projetos de cinco empreendimentos, entre eles o Malai Manso Resort, às margens do Lago do Manso, em Chapada dos Guimarães (a 67 km de Cuiabá).

Conforme publicação no Diário Oficial do Estado, em razão da conduta, Yara foi considerada indigna de ser oficial do Corpo de Bombeiros e perdeu o posto e a patente, sem direito à remuneração ou indenização.

Consta na denúncia do Ministério Público de Mato Grosso (MPMT) que, entre os anos de 2020 e 2021, Yara Corrêa atuava como analista de Projetos de Segurança Contra Incêndio e Pânico (PSCIP) do Corpo de Bombeiros. Por meio da empresa Simplifica Design e Projetos, ela aprovou projetos que sabia serem irregulares, com falhas técnicas, sem a devida exigência de taxas e preventivos obrigatórios para cinco empreendimentos: Malai Manso, Dihol Distribuidora Hospitalar, Confiança Agência de Passagens e Turismo, Realmat e Camil Cáceres Mineração.

O MP apontou que ela recebeu mais de R$ 24 mil em vantagens indevidas, valores que eram depositados em sua conta ou na conta de terceiros, como a da ex-esposa dela.

Em sua defesa, Yara alegou que os valores recebidos em sua conta pessoal ou na conta de sua ex-esposa não eram vantagens indevidas, mas pagamentos de dívidas que a ex-companheira tinha com ela. Ela afirmou ainda que não cometeu erros nas análises dos projetos nem abuso de confiança, e que os prazos de análise seguiam o padrão do departamento, sem prioridade injustificada.

Além disso, mencionou que os erros apontados nos relatórios de auditoria eram falhas humanas, sem interesse próprio.

Em novembro do ano passado, a ex-militar foi condenada pela Justiça Militar por corrupção passiva e abuso de confiança ou boa-fé, praticados por cinco vezes. A pena estabelecida foi de cinco anos, sete meses e 22 dias de prisão em regime semiaberto.

Após o trânsito em julgado da sentença condenatória, o Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT) decidiu pela exclusão de Yara.

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