ANA JÁCOMO
KARINE ARRUDA
DO REPÓRTERMT
A prefeita de Várzea Grande, Flávia Moretti (PL), fez uma avaliação otimista do resultado da eleição da Mesa Diretora da Câmara Municipal, realizada sob forte tumulto nessa quinta-feira (14). Apesar da reeleição do atual presidente, Wanderley Cerqueira (MDB), por um placar apertado de 12 votos a 11, Moretti garantiu que o desfecho demonstrou o surgimento de uma base de sustentação consolidada e competitiva para o seu mandato dentro do Legislativo.
O candidato governista, Lucas Chapéu do Sol (PL), foi derrotado apenas no voto de minerva, decidido pelo vereador Wender Madureira (PRB) em favor de Wanderley. Para a chefe do Executivo, a votação expressiva do bloco aliado representa uma virada de chave na correlação de forças políticas do município, historicamente dominado pelo grupo rival.
Em sua análise, Flávia Moretti enfatizou o crescimento da bancada aliada. “Eu entendi que nós ganhamos. O Lucas ganhou e eu ganhei uma base sólida hoje na Câmara. Porque se a gente falar, ele tem 11 e nós temos 11, certo? Quem tinha um ou dois vereadores, hoje está de igual para igual.“
O embate pela presidência ocorreu após intensa batalha jurídica no Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT). Cinco vereadores da base governista haviam conseguido suspender o pleito via mandado de segurança, alegando violação do princípio da contemporaneidade pelo fato de a eleição ter sido antecipada de dezembro para maio.
A votação só foi realizada após uma decisão da desembargadora Vandymara Zanolo, na noite de quarta-feira (13), que derrubou a liminar sob o argumento de evitar instabilidade institucional no Poder Legislativo.
Denúncia no Gaeco
A suspensão ocorreu em meio à tramitação de uma denúncia protocolada junto ao Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado) sobre os bastidores desta eleição. O documento, já recebido pelo Ministério Público, relata um suposto “confinamento” de parlamentares em uma chácara na Guia e a suposta existência de valores em espécie para compra de votos.
De acordo com o relato enviado ao Ministério Público, o grupo teria transformado a propriedade do vereador Dr. Miguel (Cidadania) em um quartel-general. “Estão confinados neste momento em uma chácara (…) onde estão sob escolta aguardando a data e hora da sessão“, afirma trecho da denúncia.
O texto aponta a presença de policiais à paisana e “grande número de valores em espécie de dinheiro que está sendo utilizado para compra de votos“.
A denúncia, no entanto, aponta que o objetivo vai além da presidência. A meta seria forçar a cassação da prefeita Flávia Moretti (PL) para que o grupo assuma o controle total do município.
O foco central é o Departamento de Água e Esgoto (DAE). Segundo o documento, já existe um “pré-acordo de acertos e propinas” envolvendo a bilionária privatização da autarquia.
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