quinta-feira , 14 maio 2026
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Feminicídio atinge 1 em cada 4 municípios de MT; Sinop concentra maior número de mortes

ANA JÁCOMO

DO REPÓRTERMT

O feminicídio se manifestou de forma estrutural em todo o território de Mato Grosso em 2025. Dados do “Relatório das mortes violentas de mulheres e meninas por razão de gênero – 2025”, da Polícia Judiciária Civil, revelam que o crime atingiu 36 municípios, o equivalente a 25% de todas as cidades de Mato Grosso.

A violência foi registrada em todas as 15 Regiões Integradas de Segurança Pública (RISPs), evidenciando que tanto os grandes centros quanto as pequenas localidades estão vulneráveis.

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O município de Sinop desponta como o ponto mais crítico, liderando o ranking estadual com 6 mortes. Na sequência, aparecem Cuiabá, Várzea Grande e Lucas do Rio Verde, todas com 3 registros cada.

Outras cidades de médio porte e forte atividade econômica, como Sorriso, Rondonópolis, Nova Mutum, Nobres, Guarantã do Norte e Cáceres, contabilizaram 2 feminicídios cada.

A análise por região aponta que o Norte e o Médio-Norte do Estado são as áreas mais impactadas. A RISP 3, sediada em Sinop, somou 9 ocorrências (incluindo Sorriso e Vera), enquanto a RISP 14 registrou casos em Lucas do Rio Verde, Nova Mutum e São José do Rio Claro.

Segundo o relatório, o dinamismo econômico e o crescimento demográfico acelerado nessas regiões parecem estar acompanhados por uma maior incidência de crimes de gênero.

A RISP 15 também registrou 6 feminicídios, porém de forma pulverizada entre Marcelândia, Peixoto de Azevedo, Guarantã do Norte, Nova Guarita e Nova Santa Helena.

O padrão se repete no Sul do Estado (RISP 4), onde os 6 casos foram distribuídos entre Rondonópolis, Itiquira, Jaciara, Juscimeira e Novo Santo Antônio.

A região metropolitana (Cuiabá e Várzea Grande) somou 10 feminicídios, mas o relatório destaca que a maioria das cidades atingidas (26 municípios) registrou apenas um caso isolado. Essa dispersão reforça que o feminicídio em Mato Grosso atinge áreas de baixa densidade populacional, zonas de fronteira e fluxos migratórios intensos.

Veja aqui a íntegra do relatório.


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