O ministro da Fazenda, Dario Durigan, afirmou que o Brasil está em uma “posição forte” para enfrentar os choques globais de preços de energia que vieram a reboque da guerra com o Irã. A defesa foi feita em posição enviada ao Comitê Monetário e Financeiro Internacional (IMFC, na sigla em inglês), durante as reuniões de primavera do Fundo Monetário Internacional (FMI), em Washington, nos Estados Unidos.
“A economia brasileira encontra-se em posição robusta para lidar com os efeitos significativos do choque global nos preços de energia”, disse Durigan, no documento.
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No total, Brasil vendeu US$ 23,9 bi para a nação asiática de janeiro a março, 21,7% a mais que em 2025. Só de petróleo, foram US$ 7,19 bi, alta de 94%, segundo o Conselho Empresarial Brasil-China (CEBC)
Segundo ele, a inflação tem convergido para a meta, respondendo a uma postura monetária restritiva e permitindo ao Banco Central (BC) iniciar um ciclo de flexibilização no País.
Durigan também reforçou, ao Comitê do FMI, que a autoridade continuará perseguindo a estabilidade de preços. O documento, geralmente, é escrito pelo ministro da Fazenda, mas também tem a participação do presidente do BC, Gabriel Galípolo.
“O Banco Central continuará a perseguir seu mandato de estabilidade de preços, assegurando, simultaneamente, a estabilidade financeira e buscando suavizar flutuações da atividade econômica e promover o pleno emprego”, reforçou Durigan.
Quanto aos impactos da guerra, o ministro disse que a elevação dos preços internacionais do petróleo tende a ampliar o superávit comercial do Brasil, contribuindo para maiores exportações líquidas. No ano passado, petróleo e derivados responderam por cerca de 16% do valor total das exportações brasileiras e aproximadamente 8% das importações, resultando em saldo líquido positivo próximo a US$ 32 bilhões, conforme ele.
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Durigan destaca ainda que investimentos contínuos em fontes renováveis de energia e biocombustíveis resultaram em uma matriz energética distintamente “robusta e limpa”, reforçando a resiliência da economia brasileira. “Todavia, tais efeitos podem ser parcialmente compensados por restrições no acesso a fertilizantes – insumo essencial para as exportações do agronegócio brasileiro, bem como pela redução da demanda global, elevação dos preços de importação e condições financeiras mais restritivas”, admite.
O texto assinado por Durigan representa o posicionamento de um grupo de países, conhecido como ‘constituency’ na linguagem do Fundo, e que é formado por Brasil, Cabo Verde, República Dominicana, Equador, Guiana, Haiti, Nicarágua, Panamá, Suriname, Timor-Leste e Trinidad e Tobago.
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