domingo , 31 maio 2026
💵 DÓLAR: Carregando... | 💶 EURO: Carregando... | 💷 LIBRA: Carregando...

Como a relação com o Hezbollah colocou o PCC e o CV na mira dos EUA?

O governo dos Estados Unidos anunciou que classificará as facções brasileiras PCC e Comando Vermelho como organizações terroristas estrangeiras a partir de 5 de junho de 2026. A decisão baseia-se em denúncias de parcerias com o grupo extremista Hezbollah na Tríplice Fronteira.

Como funcionam as parcerias entre as facções brasileiras e o Hezbollah?

Segundo investigações, a aliança começou por volta de 2006 na Tríplice Fronteira. O PCC oferecia proteção a presos libaneses em cadeias brasileiras e, em troca, recebia ajuda do Hezbollah para traficar armas e contrabandear cigarros. O grupo libanês é especialista em lavagem de dinheiro, o que facilitou o crescimento das facções brasileiras no mercado internacional de drogas. Antes do PCC, o Comando Vermelho, por meio de Fernandinho Beira-Mar, já havia estabelecido contatos com o grupo.

Por que a Tríplice Fronteira é tão importante nesse cenário?

A região entre Brasil, Argentina e Paraguai é considerada pelos EUA um centro de convergência entre crime comum e terrorismo desde os anos 90. Por ter fronteiras fáceis de atravessar e fiscalização limitada, o local virou um ponto de apoio para o Hezbollah fora do Oriente Médio. Lá, o grupo encontra uma comunidade libanesa expressiva, onde alguns indivíduos facilitam operações financeiras que ajudam a financiar atividades extremistas ao redor do mundo.

O que muda na prática com a classificação de grupo terrorista?

Ao serem colocados na mesma lista que Al-Qaeda e Estado Islâmico, o PCC e o CV sofrem punições severas da lei americana. Isso permite que o governo dos EUA congele bens e contas bancárias das facções, além de proibir que qualquer pessoa ou empresa sob jurisdição americana ofereça apoio material aos grupos. Bancos de todo o mundo também passam a ser obrigados a vigiar e relatar qualquer movimentação financeira suspeita ligada a essas organizações criminosas.

Qual foi a participação política brasileira nessa decisão americana?

A medida foi acelerada após reuniões do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) com o presidente Donald Trump e o secretário de Estado Marco Rubio em Washington. O senador fez um pedido formal para que os EUA tratassem as facções como terroristas. No entanto, o Departamento de Estado americano afirma que a decisão foi técnica e exclusiva do governo Trump, motivada pelo fato de o PCC e o CV já terem atividades criminosas identificadas em pelo menos 12 estados dentro dos EUA.

Como o governo brasileiro reagiu ao anúncio dos Estados Unidos?

O presidente Lula criticou duramente a medida e chamou o senador Flávio Bolsonaro de traidor. Para o governo atual, essa classificação abre caminho para que os EUA tentem intervir diretamente no território brasileiro sob o pretexto de combater o terrorismo. O Itamaraty e o Ministério da Fazenda também demonstraram preocupação de que o rótulo de ‘país com terrorismo’ possa afastar turistas e prejudicar os investimentos estrangeiros no mercado financeiro do Brasil.

Conteúdo produzido a partir de informações apuradas pela equipe de repórteres da Gazeta do Povo. Para acessar a informação na íntegra e se aprofundar sobre o tema leia a reportagem abaixo.

VEJA TAMBÉM:

fonte

Verifique também

Foguete da Blue Origin, de Jeff Bezos, explode durante teste antes de lançamento

Um foguete da Blue Origin, empresa aeroespacial do bilionário Jeff Bezos, sofreu uma explosão durante …

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *