DO REPÓRTERMT
Uma auditoria realizada pelo Tribunal de Contas da União (TCU) revelou que o governo federal desperdiçou pelo menos R$ 36,1 milhões ao utilizar aviões da Força Aérea Brasileira (FAB) em situações onde voos comerciais seriam mais baratos. Ao todo, as viagens analisadas entre janeiro de 2020 e julho de 2025 custaram R$ 285 milhões aos cofres públicos.
A fiscalização da Corte de Contas encontrou um cenário de falta de controle e transparência. Em 70% dos voos auditados, não foi possível identificar quem eram os passageiros a bordo. Além disso, em uma amostra de 266 processos de solicitação, 25% sequer foram localizados. Segundo o TCU, a FAB (Força Aérea Brasileira) não realiza fiscalização sobre quem embarca, limitando-se a atender aos pedidos das autoridades sem questionar a motivação ou a legalidade.
Outro ponto crítico destacado pelos auditores foi a ineficiência no uso das aeronaves. Entre 2020 e 2024, 111 voos foram realizados para transportar apenas um passageiro, enquanto mais de 1,5 mil viagens decolaram com menos de cinco pessoas, sendo que o menor avião da frota tem capacidade para oito.
Diante das irregularidades, o plenário do TCU determinou, nesta terça-feira (15), que a Casa Civil apresente um plano de ação em 30 dias para reformular as normas de transporte oficial. O Comando da Aeronáutica terá até 180 dias para implementar as novas diretrizes, que devem priorizar a economia de recursos e o registro rigoroso de todos os beneficiários das viagens.
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