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Aluno de Engenharia Civil investigado no caso da lista de “estupráveis” apresenta atestado e se afasta da UFMT

THIAGO NOVAES

DO REPÓRTERMT

O estudante do curso de Engenharia Civil da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT), um dos investigados no caso da criação de uma lista de alunas “estupráveis”, apresentou atestado médico e se afastou das atividades presenciais da universidade por tempo indeterminado. Segundo a defesa, o aluno sofreu ameaças de morte e agressão, teve o quadro emocional abalado e precisou ser internado após recomendação psiquiátrica.

A informação foi confirmada ao RepórterMT pela defesa do estudante. Conforme a defesa, na terça-feira (12), uma médica psiquiatra indicou a internação do aluno por motivos relacionados à saúde mental.

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O advogado afirmou ainda que as ameaças começaram na segunda (11), inclusive em grupos de WhatsApp da turma. Segundo ele, existem prints das mensagens, mas o material ainda não foi entregue à polícia.

A defesa também negou as acusações de que o estudante e o pai teriam ameaçado colegas dentro da UFMT na quarta-feira (13). Segundo o advogado, o pai apenas acompanhou o filho até a universidade por receio de que ele sofresse agressões. “O pai do aluno não ameaçou nenhum aluno, apenas estava lá para garantir que o filho dele não fosse agredido”, informou a defesa.

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Ainda conforme o advogado, não faria sentido afirmar que eles teriam ido intimidar os denunciantes, já que as denúncias partiram de estudantes da Faculdade de Direito, e não da Engenharia Civil.

O caso ganhou repercussão após a denúncia de que um calouro do curso de Direito teria criado uma lista classificando alunas da universidade como “estupráveis”. A denúncia foi apresentada no dia 4 de maio à Faculdade de Direito, por meio de mensagens trocadas em grupos privados de WhatsApp.

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Posteriormente, surgiu a informação de que um estudante de Engenharia Civil também estaria envolvido no caso. A suspeita veio à tona após alunos denunciarem que o pai do estudante teria ameaçado discentes dentro da universidade ao afirmar que “se o filho dele não se formasse, os demais também não se formariam”. O episódio foi registrado por câmeras de segurança da instituição e resultou no registro de boletim de ocorrência.

Além da investigação conduzida pela Polícia Civil e pelo Ministério Público de Mato Grosso, a universidade também instaurou Comissão de Inquérito Disciplinar Discente na Faculdade de Arquitetura, Engenharia e Tecnologia (FAET) e na Faculdade de Direito para apuração dos fatos relacionados ao caso.

Ainda segundo a defesa, somente nesta sexta-feira a UFMT instaurou nesta sexta-feira (15) processo disciplinar discente contra o estudante de Engenharia Civil. Segundo a defesa, toda a documentação será entregue à comissão processante na próxima semana, quando deverá começar a análise formal do caso dentro do prazo previsto pela universidade.


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