quarta-feira , 13 maio 2026
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Setor de carne bovina diz que atenderá novas exigências da UE até setembro

A Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carnes (Abiec) diz trabalhar em parceria com o Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) na elaboração de protocolos voltados a atender novas exigências da União Europeia para poder exportar carne bovina aos países do bloco.

Nesta terça-feira (12), a Comissão Europeia divulgou uma atualização da lista de países autorizados a vender carne bovina e outros itens de origem animal para o bloco. O Brasil ficou de fora da relação, que inclui vizinhos como Argentina, Chile, Paraguai e Uruguai.

Segundo autoridades europeias, o Brasil atualmente não atende às novas regras da UE que restringem o uso de antimicrobianos na produção animal. A medida tem como objetivo conter o aumento da resistência de bactérias aos medicamentos.

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Há pouco mais de duas semanas, no dia 24 de abril, o governo brasileiro instituiu norma justamente para proibir o uso de antibióticos que vinham sendo usados como promotores de crescimento na pecuária.

Passaram a ser vetadas as substâncias avoparcina, bacitracina, bacitracina de zinco, bacitracina metileno dissalicilato e virginiamicina, conforme portaria do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa).

A medida se alinha a exigências sanitárias adotadas pela UE e atende a compromissos assumidos pelo Brasil em fóruns internacionais para redução do problema de resistência antimicrobiana.

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A Abiec esclarece que até setembro o Brasil segue plenamente habilitado a exportar carne bovina ao mercado europeu e que não há, neste momento, qualquer proibição das exportações para o bloco.

A entidade representa 46 das maiores empresas do setor, responsáveis por 98% da carne produzida no país e negociada para mercados internacionais.

Segundo a associação, há previsão de missão europeia ao Brasil no segundo semestre para avanço e conclusão do processo de certificação.

“O eventual impedimento às exportações somente ocorrerá caso as garantias e adequações requeridas pelas autoridades europeias não sejam apresentadas até a data estabelecida.”

O bloco europeu é um dos principais importadores de carne bovina do Brasil em receita, segundo dados do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC).

Nos quatro primeiros meses de 2026, gerou uma receita de US$ 253,5 milhões ao setor, ficando atrás apenas de China (US$ 2,7 bilhões), Estados Unidos (US$ 814,6 milhões) e Chile (US$ 284,5 milhões).

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