O ministro Kassio Nunes Marques assume nesta terça-feira (12) a presidência do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e ficará responsável pela condução das eleições presidenciais de 2026, em um ambiente ainda marcado pelas disputas em torno da credibilidade do sistema eleitoral brasileiro.
A cerimônia de posse deve reunir autoridades dos Três Poderes e marca a troca de comando da Corte após o biênio presidido pela ministra Cármen Lúcia. Desde maio de 2024, Nunes Marques ocupava a vice-presidência do tribunal.
Indicado ao Supremo Tribunal Federal pelo ex-presidente Jair Bolsonaro em 2020, o magistrado passou a integrar o TSE como membro efetivo em 2023.
Sua chegada à presidência ocorre em um momento sensível para a Justiça Eleitoral, depois dos conflitos institucionais gerados pelas eleições de 2022 e pelos desdobramentos das investigações sobre tentativa de golpe de Estado.
Nos bastidores do Judiciário, Nunes Marques é descrito como um magistrado de atuação reservada e perfil moderado. Ele costuma evitar exposição pública e adota postura mais cautelosa em temas de forte tensão política.
O ministro também é identificado no meio jurídico com uma linha considerada garantista, priorizando o amplo direito de defesa e posições menos favoráveis à expansão do ativismo judicial.
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Natural do Piauí, Nunes Marques construiu carreira inicialmente na advocacia privada, com atuação nas áreas cível, tributária e trabalhista. Antes de chegar ao STF, passou pelo Tribunal Regional Eleitoral do Piauí e pelo Tribunal Regional Federal da 1ª Região.
Sua trajetória inclui passagem pela Ordem dos Advogados do Brasil no Piauí, onde participou de discussões ligadas à legislação eleitoral e à reforma política.
No TSE, o ministro já vinha atuando diretamente na preparação das eleições de 2026. Em fevereiro, relatou as resoluções aprovadas pela Corte que ampliaram mecanismos de fiscalização das urnas eletrônicas e detalharam procedimentos de acompanhamento da votação por eleitores nas seções eleitorais.
As novas regras reforçaram etapas como a emissão da zerésima e a conferência do boletim de urna pelos primeiros e últimos eleitores de cada seção, em uma tentativa de ampliar transparência e reduzir questionamentos sobre o sistema eleitoral.
A gestão de Nunes Marques começará sob pressão para equilibrar segurança institucional, combate à desinformação e confiança pública nas eleições, tema que permanece no centro do debate político desde a derrota de Bolsonaro em 2022.
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