VANESSA MORENO
KARINE ARRUDA
DO REPÓRTERMT
O desembargador do Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT), Orlando de Almeida Perri, comentou o afastamento recente de cerca de dez magistrados do Poder Judiciário mato-grossense por possíveis irregularidades, como abuso de autoridade, baixa produtividade, venda de sentenças, entre outras faltas graves.
Para o desembargador, trata-se de uma situação perturbadora, mas também alentadora, pois mostra à sociedade que o Judiciário está fazendo uma limpeza em seus quadros.
“É ao mesmo tempo perturbador e até alentador, porque isso está mostrando à sociedade que o judiciário está depurando os maus juízos dos seus quadros”, disse Perri.
Desde 2024, vieram à tona pelo menos dez casos de magistrados afastados.
Um deles é o desembargador Sebastião de Moraes Filho, suspeito de envolvimento em esquema de venda de sentenças. Ele foi afastado em agosto de 2024 e, em novembro do ano passado, completou 75 anos e foi aposentado compulsoriamente sem conseguir voltar ao cargo.
Também estão afastados por suspeita de venda de sentenças os desembargadores João Ferreira Filho e Dirceu dos Santos.
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Além dos magistrados da segunda instância, estão afastados os juízes Mirko Vincenzo Gianotte, de Sinop; Silvia Renata Anffe Souza de Moura e Anderson Candiotto, de Sorriso; Tatiana dos Santos Batista, de Vila Bela da Santíssima Trindade; Ivan Lúcio Amarante, de Vila Rica; e Maria das Graças Gomes da Costa, de Rondonópolis.
Os afastamentos mais recentes são do juiz Fernando da Fonsêca Melo, do 3º Juizado Especial Cível de Cuiabá, e de Alexandre Meinberg Ceroy, da 3ª Vara Cível de Barra do Garças.
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À imprensa, Orlando Perri preferiu não comentar se considera os magistrados afastados culpados ou não, mas defendeu que, caso a culpabilidade seja comprovada, eles sejam afastados definitivamente da magistratura.
“Não vou fazer juízo de valor se essas pessoas que estão afastadas são culpadas ou não. A Justiça que vai decidir isso, mas existe uma investigação que recai sobre elas e isso precisa ser apurado e, se necessário e comprovada a culpabilidade, eles devem ser realmente afastados da magistratura”, afirmou.
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