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Grupo aciona ministério para derrubar versão da ditadura sobre morte de Juscelino Kubitschek

Chefes de várias comissões da verdade pedirão ao governo Lula (PT), nesta quarta-feira (6), a divulgação de todos os detalhes da investigação sobre a morte do ex-presidente Juscelino Kubitschek (JK) para derrubar a versão oficial de “acidente de trânsito”.

Serafim Melo Jardim, que foi secretário particular de JK, participa da iniciativa. A informação foi divulgada pelo Estadão. A petição será enviada ao Ministério dos Direitos Humanos e à Comissão de Mortos e Desaparecidos.

Juscelino morreu em agosto de 1976 em um acidente na Rodovia Presidente Dutra (BR-116), próximo a Resende (RJ). Na época, o governo militar, sob o comando de Ernesto Geisel, disse que o carro de JK bateu em um ônibus antes de atravessar a pista e atingir um caminhão.

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O grupo contesta essa versão e sustenta que o ex-presidente foi alvo de um assassinato político. Os autores do pedido ressaltam que JK era perseguido pela ditadura. “Quase meio século depois, as circunstâncias que envolvem o ‘acidente de trânsito’ na Via Dutra continuam não conhecidas pela maioria dos brasileiros e precisam ser esclarecidas”, afirmam.

A petição usa como base uma investigação do Ministério Público Federal (MPF) concluída em 2021. Segundo o documento, um estudo técnico provou que o ônibus citado na época nunca bateu no carro de Juscelino.

“Além disso, a investigação do Ministério Público Federal revelou, por meio de uma sólida perícia médico-legal, as fraudes referentes aos exames toxicológicos, exames de sangue, quebra da cadeia de custódia dos corpos, entre outros elementos de prova até então inéditos”, diz o ofício.

“A conclusão é inequívoca: a ditadura produziu investigações fraudulentas, destinadas a encobrir a verdade”, ressalta. O grupo espera que o governo brasileiro reconheça oficialmente que JK foi uma vítima do Estado.

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