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Países europeus estudam plano para reabrir Ormuz sem EUA depois da guerra, diz jornal

Países da Europa estão elaborando um plano para criar uma ampla coalizão para desobstruir a navegação no Estreito de Ormuz, que excluiria os Estados Unidos, informou o The Wall Street Journal (WSJ) em reportagem publicada na terça-feira (14).

De acordo com o jornal americano, a iniciativa incluiria o envio de navios de desminagem e outras embarcações militares para permitir a navegação na passagem estratégica, mas só entraria em vigor após o fim da guerra dos EUA e de Israel contra o Irã, atualmente em um cessar-fogo de duas semanas.

Diplomatas que têm informações sobre o plano afirmaram ao WSJ que os navios europeus nessa missão não ficariam sob comando americano.

Uma das fontes da reportagem disse que o plano europeu provavelmente incluirá a Alemanha, que poderia formalizar seu compromisso já nesta quinta-feira (16).

Na sexta-feira (17), o presidente Emmanuel Macron e o primeiro-ministro britânico, Keir Starmer, realizarão uma reunião online com vários países para discutir o policiamento do Estreito de Ormuz após o fim da guerra.

Na terça-feira, Macron disse que está sendo elaborado um plano para uma missão defensiva internacional que não incluiria as partes “beligerantes” – ou seja, os Estados Unidos, Israel e Irã.

Devido à guerra contra EUA e Israel, o Irã bloqueou quase totalmente o Estreito de Ormuz, por onde cerca de 20% do petróleo e do gás natural liquefeito (GNL) do mundo transitavam antes do conflito, iniciado em 28 de fevereiro.

Na semana passada, Washington e Teerã anunciaram um cessar-fogo de duas semanas, mas o Irã voltou a bloquear Ormuz porque alegou que a trégua foi desrespeitada com os ataques de Israel ao Líbano, onde os israelenses enfrentam o grupo terrorista Hezbollah, aliado do Irã. Estados Unidos e Israel afirmam que o cessar-fogo com o Irã não inclui o Líbano.

Após negociações no Paquistão no fim de semana não terem resultado num acordo, o presidente americano, Donald Trump, anunciou que os Estados Unidos fariam seu próprio bloqueio de Ormuz, que entrou em vigor na segunda-feira (13).

O presidente americano também disse que a Marinha dos EUA interceptaria todas as embarcações em águas internacionais que tenham pago pedágio ao Irã para transitar pelo estreito e bloquearia a entrada e saída de navios de portos iranianos.

Em comunicado, o Comando Central dos EUA disse que as forças americanas “não impedirão a liberdade de navegação de embarcações que transitam pelo Estreito de Ormuz de e para portos não iranianos”.

Na semana passada, Starmer disse estar “farto” das ações de Trump e do ditador russo, Vladimir Putin, que estão interferindo nos preços da energia no Reino Unido – em referência à guerra dos EUA e de Israel contra o Irã e à invasão da Rússia à Ucrânia, que elevaram preços do petróleo e do gás.

Trump tem criticado os aliados europeus na Otan por não ajudarem na reabertura de Ormuz e recentemente ridicularizou o Reino Unido, ao dizer que o país “sequer tem Marinha”.

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