A senadora Damares Alves (Republicanos-DF) afirmou que a “notinha água com açúcar falando de paz” que o Ministério das Relações Exteriores soltou no último domingo (1º) sobre a guerra no Irã mostra que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) “escolheu o lado da opressão” ao se omitir. Ela disse que o mesmo aconteceu quando Lula resolveu não se envolver nos esforços para negociar o retorno para casa de 19 mil crianças ucranianas sequestradas pela Rússia.
O governo divulgou nota condenando a ação americana e israelense no Irã e disse que a diplomacia é “o único caminho viável para a paz”.
Damares deu a declaração ao abrir uma exposição fotográfica promovida pelo governo da Polônia sobre a invasão da Ucrânia pela Rússia, terça-feira (3), no Senado. A exposição aponta crimes cometidos por Moscou ao invadir o país vizinho e o cotidiano de resiliência da população ucraniana.
“Num conflito que tem um opressor e a gente se omite, a gente escolheu o lado da opressão. Então é um governo que defende opressores, ditadores sanguinários”, disse Damares. A senadora lembrou que, no último dia 24, o Brasil se absteve em uma votação na Assembleia Geral da ONU que pedia o fim da invasão russa na Ucrânia.
“Eu acho que ficar do lado de ditadores é manifestar a posição”, disse Damares sobre os conflitos na Ucrânia e no Irã, onde o regime fundamentalista islâmico matou cerca de 7 mil pessoas em protestos entre dezembro e janeiro. “Eu me preocupo com a neutralidade. Não existe neutralidade. Ou você está do lado do opressor ou do oprimido”, disse Damares.
Segundo ela, o elemento moral da política externa de Lula pesará na eleição deste ano. “Eu vou fazer questão de lembrar o povo brasileiro deste momento”, afirmou.
VEJA TAMBÉM:
Embaixadas organizam exposição no Senado sobre guerra
A embaixada da Polônia inaugurou nesta terça-feira (3) a exposição fotográfica Invasão da Ucrânia pela Rússia, do premiado fotógrafo polonês Wojciech Grzędziński, no Senado Federal. O evento é simbólico por mostrar uma tomada de posição favorável à Ucrânia em um ambiente diplomático onde a maioria dos representantes estrangeiros opta pelo silêncio e pela neutralidade.
“Na política sempre gestos são importantes. É um gesto de solidariedade com a Ucrânia, que se defende contra a Rússia imperial que a atacou. Por isso, a exposição é uma apresentação das fotografias da guerra, uma expressão da realidade, do sofrimento. Por isso, nós queríamos apresentar isso aqui no Parlamento brasileiro para as pessoas poderem ver uns pedacinhos da guerra que demora já quatro anos”, disse o embaixador da Polônia, Andrzej Cieszkowski.
Segundo ele, a exposição não é só da Polônia, mas se trata de uma iniciativa conjunta dos senadores e também da embaixada da Ucrânia. “Nós, diplomatas e senadores, queríamos apresentar a situação da Ucrânia atacada, a situação dos civis, das crianças que sofrem nessa guerra”, disse Cieszkowski.
“Ao trazer essas imagens para o interior do Parlamento brasileiro, reafirmamos nossos compromissos com a verdade e memória e a defesa do direito internacional. O evento de hoje também simboliza a solidariedade entre Ucrânia e Polônia. Desde os primeiros dias da invasão em larga escala da Rússia na Ucrânia, a Polônia demonstrou um apoio sem precedentes a nosso país e ao nosso povo”, disse o chefe da embaixada da Ucrânia, Oleg Vlasenko.
MT City News MT City News é o seu portal de notícias do Mato Grosso, trazendo informações atualizadas sobre política, economia, agronegócio, cultura e tudo o que acontece no estado. Com uma abordagem dinâmica e imparcial, buscamos levar a você as notícias mais relevantes com credibilidade e agilidade.

