quarta-feira , 4 março 2026
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ONU avalia abrir investigação por crimes de guerra contra EUA e Israel após ataque no Irã

O alto comissário da ONU para os Direitos Humanos, Volker Türk, solicitou uma investigação do ataque à escola de Minab, no sul do Irã, no primeiro dia da guerra de EUA e de Israel contra o país persa.

O anúncio foi feito pela porta-voz de seu escritório, Ravina Shamdasani. No pedido, o alto comissário pediu uma apuração “rápida, imparcial e exaustiva” do caso.

A medida surge três dias depois do Conselho de Segurança das Nações Unidas se reunir emergencialmente para discutir a escalada bélica. Na ocasião, os países membros expuseram profundas divisões sobre como proceder em relação à crise regional.

Segundo a porta-voz de Türk, a nova investigação busca avaliar se houve o cometimento de crimes de guerra por parte dos EUA e Israel em sua campanha conjunta no Irã. Shamdasani mencionou que ataques direcionados a civis ou bens de caráter civil, assim como os indiscriminados, “podem equivaler a crimes de guerra”, embora tenha ressaltado que ainda não há informações completas sobre o ataque em Minab para poder chegar a essa conclusão.

Segundo o Crescente Vermelho iraniano e a imprensa estatal do país, cerca de 180 pessoas, a maioria meninas, morreram em um ataque contra uma escola no último sábado, quando o Irã começou a ser atacado.

O representante de Direitos Humanos da ONU ainda criticou a nova frente aberta no Líbano, após ataques do Hezbollah a bases militares israelenses.

A porta-voz afirmou que a escalada é “inquietante”, classificando as ações israelenses como “hostilidades no Líbano”.

Por sua vez, o Irã lançou uma nova leva de ataques contra países do Golfo entre esta segunda e terça-feira, atingindo uma embaixada dos EUA na Arábia Saudita e uma base militar no Bahrein. As ações retaliatórias levaram o Departamento de Estado americano a solicitar a evacuação de funcionários não essenciais de pelo menos seis países.

As ações retaliatórias do Irã também estão levando as nações do Golfo a avaliarem uma resposta mais contundente, visto que Teerã deixou de visar exclusivamente alvos militares e passou a lançar ataques contra infraestrutura civil.

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