DO REPÓRTERMT
Em plena campanha de 2022, Lula, foi categórico ao criticar o uso do chamado “sigilo de 100 anos”. Durante a disputa eleitoral, afirmou em sua rede social que “qualquer coisa é sigilo de 100 anos” e prometeu que, se eleito, acabaria com esse mecanismo, defendendo investigação ampla e transparência total. A fala foi direcionada ao então presidente Jair Bolsonaro, com o argumento de que “quem é honesto não deve temer”. O discurso, à época, foi aplaudido por aliados e usado como símbolo de compromisso com a transparência pública
No entanto, passados três anos de governo, os números contam outra história. Somente neste ano, conforme apurado pelo Estadão, a atual gestão federal já colocou 77 pedidos de sigilo de 100 anos, repetindo — e, em alguns casos, aprofundando — a prática que antes era duramente atacada pelo próprio Lula. A promessa de romper com a cultura do segredo deu lugar a decisões administrativas que blindam informações de interesse público, reacendendo o debate sobre dois pesos e duas medidas no Palácio do Planalto.
O episódio escancara a contradição entre o discurso eleitoral e a prática no poder. A pergunta que ecoa é simples: por que o sigilo era inaceitável quando aplicado por Bolsonaro, mas passou a ser tratado como instrumento legítimo sob o governo Lula? A incoerência reforça a desconfiança de que a transparência defendida nos palanques ficou pelo caminho, enquanto o sigilo — antes demonizado — segue firme como política de Estado
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