DO CONEXÃO PODER
O governador de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo), afirmou que só decidiu entrar na vida pública após perceber que o esforço individual no setor privado não se sustenta em um país mal governado. A declaração foi feita em entrevista ao programa Conexão Poder, ao relembrar a recessão econômica de 2015 e 2016, período em que, segundo ele, “o Brasil foi o único país do mundo a andar para trás”.
Zema disse que, até os 54 anos, quando foi eleito governador em 2018, era completamente avesso à política. Empresário, afirmou que evitava qualquer relação com agentes públicos e acreditava que política deveria ficar fora do ambiente empresarial.
Segundo o governador, a crise econômica daqueles anos foi o ponto de virada. Ele relatou que precisou demitir cerca de 2,5 mil funcionários da empresa que administrava e passou a entender que competência profissional não é suficiente quando o país enfrenta instabilidade política e econômica.
“Não adianta você estudar muito, ser competente ou ter uma boa empresa num país que está afundando. O que vale um bom profissional, uma boa empresa num país igual a Venezuela? Nada. Ninguém quer ir para lá. Quem está lá quer ir embora”, afirmou.
Para Zema, o cenário de recessão, que ele atribui a escândalos de corrupção e ao governo do PT, gerou indignação e inconformismo, sentimentos que o levaram a aceitar, pouco tempo depois, o convite para se filiar ao Partido Novo e disputar as eleições.
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