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"Vão cumprir um terço da pena e vão estar soltos; pra mim isso não é Justiça", desabafa Cattani sobre assassinos da filha

VANESSA MORENO

DO REPÓRTERMT

Após o Tribunal do Júri condenar Romero Xavier Mengarde e Rodrigo Xavier Mengarde pelo homicídio qualificado da produtora rural Raquel Cattani, em Nova Mutum (a 242 km de Cuiabá), o deputado estadual Gilberto Cattani (PL), pai da vítima, fez um desabafo sobre o que considera uma falha das leis brasileiras na punição de crimes graves. O crime aconteceu no dia 18 de julho de 2024, e os assassinos foram julgados na última quinta-feira (22). Romero foi condenado a 30 anos de cadeia e Rodrigo a 33 anos, 3 meses e 20 dias, pois além de matar, furtou pertences da vítima.

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Em vídeo publicado nas redes sociais, Cattani afirmou que, apesar de ter sido aplicada a pena máxima para o crime, dentro do que a legislação permite, a sensação não é de Justiça.

“De 30 anos, que é a pena máxima que eles puderam pegar, talvez com um terço disso eles estejam fora já da cadeia. Então isso, para mim, não é Justiça”, declarou.

O parlamentar fez questão de esclarecer que a crítica se refere às leis brasileiras, e não à atuação dos agentes do Judiciário.

“O problema da impunidade não está nos agentes públicos ou nos agentes da Justiça. A impunidade está no Legislativo e no Executivo político, que fazem as leis as quais eles têm que cumprir”, afirmou.

Ele também destacou a atuação da juíza, Ana Helena Alves Porcel Ronkoski, que presidiu o julgamento, do Ministério Público e da Defensoria Pública ao longo do processo e durante a sessão do Tribunal do Júri.

“Fizeram um trabalho magnífico. Se esforçaram ao máximo, deram o melhor de si para poder fazer Justiça”, disse.

Durante o julgamento, que durou cerca de 16 horas e terminou na madrugada de sexta-feira (23), o Conselho de Sentença reconheceu que o homicídio foi praticado com as qualificadoras de feminicídio, motivo torpe, meio cruel e recurso que dificultou a defesa da vítima.

Sendo assim, Romero foi condenado a 30 anos pelo homicídio qualificado, pena máxima permitida por lei para o crime.

Já Rodrigo foi condenado a 33 anos, 3 meses e 20 dias de prisão por homicídio qualificado e furto.

Cattani relatou que entrou no plenário não como deputado, mas como pai.

“Eu ontem não entrei ali naquele tribunal como deputado. Eu entrei como um pai que perdeu a sua filha”, disse.

Ao final do desabafo, o deputado fez um apelo às famílias.

“Cuidem das suas mulheres, mulheres cuidem das suas famílias, homens amem as suas esposas, amem suas filhas. Cuidem para que elas não andem por caminhos tortuosos e se percam na mão de meliantes como esse que a nossa se perdeu”, afirmou.

Raquel Cattani foi assassinada com mais de 30 facadas em sua casa, na zona rural de Nova Mutum, na noite do dia 18 de julho de 2024. Segundo a acusação, o crime foi planejado pelo ex-marido Romero Xavier, que não aceitava o término do relacionamento, e executado pelo ex-cunhado, Rodrigo Xavier, mediante promessa de pagamento.

O corpo só foi encontrado no dia seguinte, pela mãe da vítima, Sandra Cattani.

Poucos dias depois, o crime foi desvendado, e os assassinos foram presos. Com a sentença, os dois permanecem em regime fechado.

Veja vídeo:

 


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