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“Vamos sacrificar o Brasil por causa do Bolsonaro?”, diz Haddad

O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, criticou o que classificou como “falta de noção” da família Bolsonaro após o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciar a taxação de 50% sobre os produtos brasileiros. Além de motivos comerciais, o republicano disse que o julgamento do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) pelo Supremo Tribunal Federal (STF) contribuiu para sua decisão.

Em entrevista ao Estadão, divulgada nesta quarta-feira (16), Haddad disse ainda que o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), agiu como “se fosse um serviçal de outro país”, e ironizou o deputado federal Nikolas Ferreira (PL-SP).

“Um soldado se sacrificar por um país é coisa rotineira. Mas um soldado sacrificar o seu país por si mesmo é uma coisa que vai dar uma série de TV. Não é possível uma coisa dessas. Nós vamos sacrificar o Brasil por causa do Bolsonaro? Ele que devia estar se sacrificando pelo Brasil”, afirmou o ministro.

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O deputado licenciado Eduardo Bolsonaro (PL-SP) defendeu o tarifaço de Trump e condicionou uma possível solução para o impasse a aprovação da anistia “ampla, geral e irrestrita” aos envolvidos nos atos de 8 de janeiro de 2023. A medida beneficiaria Bolsonaro, que é réu por suposta tentativa de golpe de Estado em 2022.

Para Haddad, a família Bolsonaro é “um problema para o País inteiro” e não faz “um gesto diante do caos e do pavor que eles estão gerando em segmentos econômicos importantes – inclusive que apoiaram a sua eleição, em 2018”.

Ao contrário do filho, Bolsonaro negou que o fim do tarifaço esteja condicionado à anistia, mas disse que tem o “poder de resolver esse assunto” junto a Trump. O passaporte do ex-mandatário foi apreendido pela Polícia Federal em fevereiro de 2024 durante a Operação Tempus Veritatis. Desde então, ele está proibido de deixar o país.

Ministro condena “comportamento abjeto” de Tarcísio

O ministro apontou que a iniciativa de Tarcísio para negociar uma saída ao tarifaço paralelamente à atuação do governo federal “não faz sentido”. O governador chegou a ser criticado por Eduardo após se reunir duas vezes com o encarregado de negócios da Embaixada dos EUA no Brasil, Gabriel Escobar, na tentativa de articular uma resolução.

“E quem é que vai fazer uma proposta em nome do Brasil? Qual dos 27 governadores? Não é melhor nós termos uma centralidade nas negociações? Até porque o interesse é o mesmo, suponho, que é ajudar os setores econômicos afetados”, disse Haddad ao Estadão.

Logo após o tarifaço, Tarcísio culpou o governo Lula e defendeu Bolsonaro. Haddad afirmou que o comportamento do governador foi “abjeto” e não tinha o objetivo de buscar uma solução para o problema.

Trump vai realizar sonho de Nikolas sobre o Pix, diz Haddad

Além da taxação, o governo Trump abriu uma investigação contra o Brasil por suposta prática desleal de comércio. O Pix, um dos principais meios de pagamento do país, entrou na mira de Trump. No início do ano, o governo Lula (PT) foi alvo de uma ofensiva da direita nas redes sociais devido a resolução da Receita Federal que ampliava a fiscalização sobre a operação.

O deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG) viralixou na época ao explicar que, apesar de o Pix não ser taxado, a fiscalização do governo e da Receita Federal de movimentações que totalizassem R$ 5 mil poderia fazer com que trabalhadores informais fossem tratados como sonegadores. Com a repercussão negativa, o governo revogou a medida.

“A cada manifestação dos Estados Unidos, a nossa resposta tem sido de esclarecimento. Agora, é estranho, né? Um presidente de um país querer taxar o Pix de outro país? Além de taxar as exportações, ele vai taxar o Pix? Porque ele vai encarecer os custos de transação financeira no Brasil. Vai realizar o sonho do [deputado federal] Nikolas [Ferreira] de taxar o Pix”, disse Haddad ao Estadão.

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