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“Única saída é o indulto”, diz Dallagnol sobre futuro de Bolsonaro

No programa Última Análise desta segunda-feira (01), os comentaristas analisaram o significado do julgamento de Jair Bolsonaro, que se inicia nesta terça-feira (02), às 09h, e deverá se estender durante a semana. O ex-presidente, junto com outros réus, será julgado pelo envolvimento em uma suposta trama golpista, que culminou nos atos do 8/1.

Bolsonaro será julgado direto pelo STF, ou seja, a última instância do Judiciário, com poucas possibilidades de recurso. Segundo o ex-procurador Deltan Dallagnol, “ele não tinha que estar sendo julgado no STF. Devia ser na primeira instância, pois não tinha foro privilegiado. O Supremo, coincidentemente, mudou a jurisprudência”.

A decisão ficará a cargo da Primeira Turma da Corte, composta por Alexandre de Moraes, Luiz Fux, Cármen Lúcia, Flávio Dino e Cristiano Zanin, que preside o grupo. O jurista André Marsiglia aponta que três deles deveriam, desde já, se declarar suspeitos. “Tem o Moraes que, segundo a denúncia, sofreu um atentado contra a vida. Como julgar alguém que quis te matar? Não faz sentido. E Zanin e Dino têm processos contra Bolsonaro. Foram atuantes”, ele afirma.

Às vésperas do julgamento, o ministro Luís Roberto Barroso declarou que “em breve nós vamos empurrar o extremismo para a margem da história e teremos uma política em que estarão presentes conservadores, liberais, progressistas, como a vida deve ser”. Ainda, ele sugeriu que o órgão não teme retaliações dos EUA.

Marsiglia afirma que declarações como esta simbolizam que se trata de um julgamento político contra o ex-presidente. “Eles não estão julgando o Bolsonaro, mas sim o ‘bolsonarismo’. Ou seja, eles estão julgando uma ideologia política e não uma pessoa”, afirma.

O futuro de Moraes e Bolsonaro

Em um dos julgamentos do STF mais previsíveis da história da República, a condenação de Bolsonaro por Moraes parece certa. Ao final dele, o ministro não deverá diminuir sua sanha de perseguição contra a direita, segundo o vereador Guilherme Kilter. “Ele não vai parar. Depois de Bolsonaro, amanhã vai ter o Eduardo Bolsonaro, o Carlos Bolsonaro e ainda Michelle Bolsonaro. Ele quer acabar com o ‘bolsonarismo'”, alerta.

O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), na última sexta-feira (29), garantiu que seu primeiro ato como presidente da República seria dar o indulto ao ex-presidente. “Na hora. Primeiro ato. Porque eu acho que tudo isso que está acontecendo é absolutamente desarrazoado”, disse.

Para Deltan, o perdão da pena é uma das formas de Bolsonaro escapar da injustiça que sofre. “A única saída é em 2026 um presidente de direita que o indulte e, concomitantemente, a eleição de um Senado forte o suficiente para impedir que o STF derrube este mesmo indulto”, disse o ex-procurador.

O programa Última Análise faz parte do conteúdo jornalístico ao vivo da Gazeta do Povo, no YouTube. O horário de exibição é das 19h às 20h30, de segunda a sexta-feira. A proposta é discutir de forma racional, aprofundada e respeitosa alguns dos temas desafiadores para os rumos do país.

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