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Trump diz que Putin está “pronto” para acordo de paz e que Zelensky impede assinatura

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou que o ditador da Rússia, Vladimir Putin, estaria “pronto” para assinar um acordo de paz para encerrar a guerra na Ucrânia e que o mandatário ucraniano, Volodymyr Zelensky, é quem estaria impedindo um cessar-fogo.

O presidente republicano fez os comentários em entrevista à agência Reuters na quarta-feira (14). “Precisamos que o presidente Zelensky concorde com isso”, disse Trump sobre o acordo de paz.

“Acho que ele [Putin] está pronto para fazer um acordo. Acho que a Ucrânia está menos pronta para fazer um acordo”, disse Trump. Questionado pela Reuters sobre o que estaria impedindo um acordo, o presidente americano respondeu: “Zelensky”.

Trump também foi perguntado sobre a possibilidade de os Estados Unidos compartilharem informações de inteligência como garantia de segurança para proteger a Ucrânia e respondeu: “Se pudermos fazer algo, ajudaremos. Eles estão perdendo 30 mil soldados por mês, entre eles e a Rússia. Agora, a Europa vai nos ajudar com isso”.

A ditadura russa concordou com a opinião de Trump de que Zelensky estaria impedindo um acordo. “Nisso podemos estar de acordo. É efetivamente assim”, disse o porta-voz do Kremlin, Dmitri Peskov, em entrevista coletiva por telefone.

“A situação piora a cada dia para o regime de Kiev. Já dissemos isso. E a janela para a tomada de decisões está se fechando”, disse o porta-voz, segundo informações da agência EFE. Zelensky ainda não se pronunciou sobre os comentários de Trump.

Em novembro, o presidente americano propôs um plano de paz de 28 pontos, entre eles, o reconhecimento internacional das regiões ucranianas da Crimeia, de Lugansk e Donetsk como territórios russos, o que daria a Moscou áreas que não conseguiu conquistar no campo de batalha, já que, embora controle as duas primeiras regiões totalmente, controla apenas 70% da terceira.

Outros pontos da proposta foram que o tamanho das Forças Armadas da Ucrânia fosse limitado a 600 mil militares (hoje, têm cerca de 900 mil) e que o país incluísse em sua Constituição uma cláusula de não adesão à Otan. Em troca, a Ucrânia receberia garantias de segurança contra futuras invasões.

Na véspera de Natal, após negociações com os EUA, Zelensky apresentou uma contraproposta de 20 pontos, na qual a Ucrânia não renuncia a ingressar algum dia na Otan, nem reconhece a soberania russa sobre a Crimeia e outros territórios ocupados, ao propor duas opções: congelar a atual linha de frente em Donetsk, Lugansk, Zaporizhzhia e Kherson ou desmilitarizar a zona de Donetsk que a Ucrânia ainda controla e que Moscou reivindica, que seria protegida por tropas internacionais, mediante aprovação em referendo nacional.

A Rússia ainda não deu uma resposta definitiva sobre essa proposta, mas disse que ela dista “radicalmente” do documento que Moscou vinha debatendo com os Estados Unidos.

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