O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Dias Toffoli autorizou nesta quinta-feira (15) que quatros peritos da Polícia Federal acompanhem a extração de dados dos 39 celulares e 31 computadores apreendidos durante a segunda fase da Operação Compliance Zero contra o Banco Master.
As provas estão sob a custódia da Procuradoria-Geral da República (PGR) por ordem de Toffoli. Inicialmente, o relator havia determinado o envio das provas para o Supremo, mas recuou.
“Ressalto que os referidos peritos terão livre acesso ao material apreendido e deverão contar com o apoio da Procuradoria-Geral da República para acompanhamento dos trabalhos periciais”, escreveu o ministro na decisão desta tarde.
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Além dos equipamentos eletrônicos, a PF apreendeu 30 armas; R$ 645 mil em dinheiro em espécie; e 23 veículos avaliados em R$ 16 milhões.
Mais cedo, a Associação Nacional dos Peritos Criminais Federais (APCF) alertou sobre o risco de “perda de vestígios relevantes” após o material apreendido não ter sido destinado à perícia oficial.
Em nota, a entidade destacou que, embora o Ministério Público tenha o papel de formar a opinião jurídica sobre os delitos, “não compete ao órgão acusador a elaboração de provas a partir da análise de vestígios”.
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