A Justiça dos Estados Unidos acusou formalmente de homicídio em primeiro grau e homicídio de funcionários públicos estrangeiros, o homem detido pelo assassinato de um casal que trabalhava na Embaixada de Israel em Washington.
A acusação, apresentada no Tribunal Distrital do Distrito de Columbia, destacou que o réu, identificado como Elias Rodriguez, admitiu que fez isso “pela Palestina” e “por Gaza”, e que quando os policiais o levaram para fora do Museu Judaico, onde ocorreu o crime, ele gritou “Palestina Livre!”.
De acordo com os registros fornecidos pela companhia American Airlines, ele viajou de Chicago para Washington na última terça-feira e declarou que tinha uma arma de fogo em sua bagagem despachada.
A agente especial do FBI Christina Hagenbaugh detalhou na acusação que o ataque começou por volta das 21h08 (horário local) e que uma das vítimas, Yaron Lischinsky, foi declarada morta às 21h14, e a outra, Sarah Milgrim, às 21h35. Rodriguez confessou a policiais que havia cometido o ataque.
Gravações de câmeras de segurança mostram que o acusado deu vários tiros contra as vítimas. Uma delas caiu no chão e voltou a ser baleada. Quando ela tentou se arrastar para longe, Rodriguez a seguiu e atirou novamente.
Em seu depoimento à polícia, Rodriguez expressou sua admiração por um homem que se matou em frente à Embaixada de Israel em Washington em 25 de fevereiro de 2024 como um protesto para chamar a atenção para a guerra de Israel na Faixa de Gaza.
O homem chamou a ação de corajosa e o descreveu como um “mártir”.
O ataque de quarta-feira ocorreu em um evento do Comitê Judaico Americano no Museu Judaico na capital dos EUA. Rodriguez havia comprado um ingresso para o evento cerca de três horas antes de sua realização.
O embaixador de Israel em Washington, Yechiel Leiter, disse em entrevista à emissora Fox News que Yaron e Sarah eram “um casal perfeito”.
“Vamos acompanhar de perto os esforços para processar o suspeito”, acrescentou.