quinta-feira , 26 fevereiro 2026
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Sexo após a menopausa pode ser tão prazeroso quanto antes

HELENA MANDARINO

DO METRÓPOLES

Apesar de muito avanço, a TV, os filmes e a sociedade em geral ainda tentam nos fazer acreditar que sexo depois da menopausa é inexistente. O falso estereótipo, porém, não poderia estar mais distante da realidade: 74% das mulheres dizem que, após a menopausa, os orgasmos são tão bons ou melhores do que nunca.

Uma pesquisa realizada pelo Instituto Kinsey em parceria com a Cosmopolitan, entrevistou mais de 3 mil mulheres de mais de 60 anos e destacou que, embora nem tudo sejam flores (57% afirmam que sua libido está diminuindo), 68% relataram ter relações sexuais mais de uma vez por mês.

Além disso, 60% das entrevistadas concordam que a relação sexual com penetração não é necessária para uma experiência sexual satisfatória. É verdade: quanto mais velhas, mais difícil pode ser atingir o orgasmo. No entanto, quase três quartos das entrevistadas relataram que a idade não teve impacto negativo na qualidade de seus orgasmos — na verdade, 20% relataram orgasmos mais satisfatórios do que nunca. Melhor ainda, 57% afirmam atingir o clímax com seus parceiros sempre ou quase sempre.

Menopausa

A perimenopausa — fase de transição que pode começar de três a cinco anos antes da menopausa — costuma mexer diretamente com a vida sexual da mulher. Segundo a endocrinologista Jamilly Drago da clínica Metasense, sintomas como insônia e, principalmente, o ressecamento vaginal podem surgir cedo e afetar o conforto, o prazer e até a disposição para o sexo.

“O ressecamento vaginal pode ter uma variedade de causas e a gente tenta tratar com a lubrificação inicialmente”, explica. Em alguns casos, ela destaca que é possível avaliar o uso de hormônio local, que age de forma direcionada: “O hormônio local é inteligente, porque é onde mais se precisa desse hormônio.”

Mesmo com avanços, ainda existem lacunas. “Nós temos remédios para fogachos, mas ainda não temos remédios para o desejo sexual hipoativo”, afirma. Ela lembra que a testosterona pode ser considerada em mulheres menopausadas com queixa, mas não é uma solução universal: “Não é para todo mundo que isso funciona e é por isso que não é uma indicação formalizada.”

Ainda assim, ela avalia que a sexualidade após a menopausa tem ganhado um novo lugar na vida da mulher. “A sexualidade, após a menopausa, tem sido ressignificada e tem um papel importante”, diz, destacando que conversar sobre isso com cuidado no consultório é parte fundamental do processo.

Já ginecologista da clínica Una Especialidades, Fernanda Torino ressalta que a secura vaginal e a dor na relação não podem ser banalizadas nem consideradas normais pois impactam profundamente na qualidade de vida. “Para isso, existem inúmeras opções de tratamento como uso de hidratantes vaginais , cremes com hormônio e também as tecnologias como o laser.”

“Essas terapias ajudam a melhorar a lubrificação e a elasticidade da vagina melhorando o conforto e proporcionando uma relação sexual prazerosa”, sugere a profissional.

Mas o mais importante, segundo a ginecologista, é o autoconhecimento. “O autoconhecimento é fundamental para este novo momento de vida, assim como estimular a intimidade com o parceiro, buscando soluções em conjunto para resgatar uma vida sexual plena e satisfatória.”

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