domingo , 8 fevereiro 2026
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Sem fundamento, Lula diz que 90% dos evangélicos ganham benefícios do governo e irrita líderes religiosos

O presidente Lula (PT) defendeu, neste sábado (7), que a militância petista busque apoio dos evangélicos ao partido. Em discurso na cerimônia de comemoração dos 46 anos do PT, em Salvador (BA), o presidente ainda alegou que 90% dos evangélicos recebem recursos governamentais.

“90% dos evangélicos ganham benefícios do governo. Nós não podemos esperar que eles falem bem de nós. Nós precisamos ir para lá, conversar”, disse o petista.

Apesar de não haver recorte por religião nos cadastros de todos os benefícios sociais, o percentual citado por Lula entra em contradição quando comparados com os dados demográficos: de acordo com o censo de 2022, a população evangélica do Brasil é de 47,4 milhões de pessoas. Ou seja, para Lula, 42,6 milhões de evangélicos recebem algum benefício. Embora cerca de 94 milhões de brasileiros recebam algum benefício ou assistência direta do governo federal, o que corresponde a aproximadamente 44% da população, o cruzamento dos dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) evidencia que o número estimado de evangélicos de baixa renda no Brasil gira em torno de 26 a 32 milhões.

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Fala gerou críticas de líderes evangélicos

A fala gerou críticas: o vereador paulistano Rubinho Nunes (União) viu nela um reflexo de uma “velha tática” do partido, consistente em “transformar fé em alvo, pobreza em dependência e o Estado em cabo eleitoral.” Para o deputado estadual Delegado Zucco (Republicanos-RS), o petista “tenta rotular e desqualificar um grupo que já demonstrou, nas ruas e nas urnas, forte oposição ao seu projeto.”

Além dos políticos, o pastor Franklin Ferreira também reagiu negativamente: para ele, a declaração é “reveladora e profundamente cínica”, por reduzir evangélicos a beneficiários do governo, revelando uma “lógica de poder”. O religioso ainda contesta o raciocínio do presidente, apontando que “o cristianismo nunca foi construído sobre benesses do Estado, mas sobre trabalho, família, igreja local e responsabilidade moral.”

“Cristãos não são massa de manobra. E quando o Estado passa a tratar a fé como curral, acaba descobrindo que ainda existem ovelhas que reconhecem outro Pastor”, conclui.

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