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Rússia classifica ONG vencedora do Nobel como extremista e proíbe atividades

O Supremo Tribunal da Rússia declarou nesta quinta-feira (9) como extremista a organização de direitos humanos Memorial, vencedora do Nobel da Paz em 2022, e proibiu suas atividades e de suas filiais no país.

A corte atendeu ao pedido do Ministério da Justiça da Rússia, que incluiu há um ano em sua lista de agentes estrangeiros o diretor da Memorial, Yan Rachinski.

Em 2021, a Justiça russa já havia ordenado a dissolução da Memorial por supostamente ter ocultado informações sobre sua função como “agente estrangeiro”, “justificar o extremismo e o terrorismo” e difundir uma “imagem falsa da URSS como Estado terrorista”.

Porém, desde então, parte das atividades da ONG na Rússia foi mantida e ela segue atuando em outros países, principalmente na Alemanha, onde fica sua principal sede fora do território russo.

Criada em 1989, a Memorial se dedica a investigar as violações de direitos humanos durante o período da União Soviética, especialmente durante a ditadura de Josef Stálin (1924-1953), cujo nome o regime de Vladimir Putin vem tentando “reabilitar”.

Em maio de 2025, durante as comemorações do 90º aniversário do Metrô de Moscou, foi inaugurado um alto-relevo na estação Taganskaya que mostra Stálin sendo saudado por trabalhadores, embaixo de uma imagem de Lênin.

No mesmo mês, o Partido Comunista da Rússia, que apenas na teoria é oposição a Putin (na prática, apoia o mandatário), inaugurou um monumento na Ucrânia com a imagem de Stálin.

O busto foi colocado numa praça na cidade de Melitopol, localizada na região de Zaporizhzhia e que está ocupada pelas forças russas desde março de 2022.

Antes disso, em abril de 2025, Putin havia assinado um decreto para outra homenagem: dar ao Aeroporto Internacional de Volgogrado o nome de Stalingrado, como a cidade se chamou entre 1925 e 61.

Apesar de centrar sua atuação em investigações sobre a repressão durante o período soviético, a Memorial também se dedica a obter informações sobre as violações perpetradas a partir de 1991, quando a União Soviética foi dissolvida.

Além da ONG, o regime de Putin perseguiu o vencedor do Nobel da Paz de 2021, o jornalista Dmitri Muratov, editor-chefe do jornal crítico à ditadura russa Novaya Gazeta, periódico cuja licença de funcionamento foi revogada pelas autoridades russas.

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