sexta-feira , 16 janeiro 2026
💵 DÓLAR: Carregando... | 💶 EURO: Carregando... | 💷 LIBRA: Carregando...

Qual era o papel de Robert Prevost durante o papado de Francisco

Robert Francis Prevost, de 69 anos – o novo líder da Igreja Católica, que escolheu como nome de pontificado Leão XIV – teve grande proximidade com o papa Francisco, inclusive compartilhando a visão de mundo do pontífice anterior. Foi graças à confiança entre os dois que Francisco decidiu nomear o agora papa Leão XIV como prefeito do chamado Dicastério para os Bispos, em janeiro de 2023.

O escolhido para esse cargo é uma das figuras mais importantes da Cúria Romana, o governo central da Igreja Católica, diretamente ligado ao Papa, e lida com uma responsabilidade ampla: apoiar o papa na seleção dos próximos bispos da Igreja. Robert Prevost ocupou esse cargo até a morte de Francisco em 21 de abril de 2025. Estar à frente do cargo foi essencial para que o novo pontífice ampliasse o relacionamento com outros cardeais, refletindo na expressiva votação que recebeu dos seus pares nesta quinta-feira (8).

O que fazia Robert Francis à frente do seu dicastério?

Os dicastérios são os principais departamentos da Cúria Romana. Eles funcionam como “ministérios de um governo”, com seus “ministros” (os prefeitos dos dicastérios) ajudando o “presidente” (no caso, o papa) a exercer sua missão em questões de doutrina, disciplina, evangelização, caridade, nomeações, entre outras.

À frente de cada um dos 16 dicastérios do Vaticano há um prefeito, ou um pro-prefeito, que é a designação do religioso que comanda um dicastério sem ter sido nomeado cardeal. Esse foi o caso de Robert Prevost durante alguns meses de 2023, ano em que assumiu o órgão do Vaticano.

Especificamente o Dicastério para os Bispos tem a função principal de assessorar o papa na nomeação, supervisão e eventual remoção de bispos no mundo inteiro (exceto em territórios missionários, que são responsabilidade do Dicastério para a Evangelização, e nas Igrejas Orientais, que têm um órgão próprio).

“Esse departamento ajuda o papa a escolher os bispos e preencher as vagas que são abertas quando os bispos das dioceses falecem ou se aposentam. Mas quem escolhe mesmo é o papa. O dicastério ouve o episcopado local, o núncio apostólico no país onde tem diocese vaga e manda as sugestões para o papa escolher”, explica o jornalista Marcio Antonio Campos – colunista da Gazeta do Povo sobre temas que envolvem o catolicismo, e que atualmente está no Vaticano cobrindo o conclave.

Além de orientar o processo de escolha dos bispos, Robert Prevost também atuava supervisionando a atuação pastoral desses religiosos. Isso quer dizer acompanhar a gestão das dioceses, analisando relatórios periódicos enviados a Roma e dialogando com os bispos. Caso surgissem problemas graves, caberia a ele intervir, dando orientações ou sugerindo medidas disciplinares a Francisco.

O perfil do novo papa

O agora papa Leão XIV, nascido em Chicago em 1955, foi missionário no Peru por muitos anos e ocupou o cargo de superior geral dos agostinianos por dois mandatos. Tornou-se bispo de Chiclayo (Peru) em 2015 e, em 2023, finalmente foi nomeado por Francisco ao Dicastério para os Bispos. Ainda naquele ano tornou-se cardeal, o que permitiu participar do conclave que culminou em sua escolha para o posto máximo da Igreja Católica nesta quinta-feira (8).

Prevost é conhecido por seu perfil discreto, capacidade de escuta e alinhamento com as prioridades definidas pelo papa Francisco, como cuidado com o meio ambiente, atenção aos pobres e acolhimento de migrantes. Ele apoiou mudanças pastorais sensíveis, como permitir a comunhão para divorciados recasados civilmente, mas tem postura um pouco mais reservada em relação à pauta LGBT.

fonte

Verifique também

Centrão indicou maioria dos ministros do TCU que julgarão atuação do BC no caso Master

Após uma semana de forte desgaste institucional marcado pelo embate entre o Tribunal de Contas …

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *