domingo , 15 março 2026
💵 DÓLAR: Carregando... | 💶 EURO: Carregando... | 💷 LIBRA: Carregando...

Projeto quer barrar ONGs e sindicatos envolvidos em fraudes contra aposentados

A deputada federal Rosangela Moro (União-SP) apresentou o Projeto de Lei 2822/2025, que busca estabelecer critérios rigorosos de integridade para entidades privadas sem fins lucrativos que atuam junto a beneficiários do INSS. A proposta cria uma espécie de “ficha limpa” institucional, impedindo que associações, sindicatos e ONGs envolvidas em fraudes ou descontos indevidos continuem operando com recursos públicos.

VEJA TAMBÉM:

O projeto surge em meio a um cenário de denúncias sobre fraudes bilionárias no INSS, que envolveram descontos irregulares em aposentadorias e pensões. Investigações da Polícia Federal revelaram que o esquema pode ter desviado até R$ 6,3 bilhões entre 2019 e 2024, utilizando robôs para aplicar golpes em aposentados.

“Tais entidades, em muitos casos constituídas com fins exclusivamente parasitários, têm atuado sob a aparência de legalidade para engendrar mecanismos de desconto automático, filiação presumida, coação comercial e cobrança por serviços não solicitados. Exploram juridicamente o princípio da liberdade associativa e financeiramente a fragilidade social de milhões de cidadãos”, disse a parlamentar na justificativa do projeto.

Além disso, a Controladoria-Geral da União (CGU) identificou irregularidades e acionou a Polícia Federal para aprofundar as investigações. O caso ganhou ainda mais repercussão após a revelação de que deputados e senadores estariam envolvidos no esquema, o que levou parte da investigação ao Supremo Tribunal Federal (STF).

A proposta prevê punições severas para entidades que realizarem descontos irregulares de forma dolosa ou coercitiva, incluindo até dez anos de inabilitação para receber repasses públicos, devolução integral dos valores apropriados e multa de até 20%. Além disso, os casos serão encaminhados à Polícia Federal e ao Ministério Público para apuração de possíveis crimes.

O projeto também determina que órgãos como CGU, AGU, Receita Federal e INSS regulamentem, em até 90 dias, os mecanismos de controle e fiscalização. Caso seja aprovado pelo Congresso Nacional, a iniciativa poderá fortalecer a transparência e a credibilidade do setor, garantindo que apenas entidades com conduta ilibada possam atuar junto aos beneficiários da Previdência.

Para virar lei, o projeto ainda precisa ser analisado nas comissões e aprovado pela Câmara dos Deputados, antes de seguir para o Senado e depois à sanção do presidente da República.

fonte

Verifique também

Pressionadas por regime, atletas da seleção do Irã retiram pedido de asilo na Austrália

Três integrantes da seleção feminina do Irã retiraram seus pedidos de asilo na Austrália e …

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *