O presidente do Partido dos Trabalhadores, Edinho Silva, criticou a tentativa da oposição de denunciar o desfile e o samba-enredo da Acadêmicos de Niterói, que homenageou a trajetória do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), como propaganda eleitoral antecipada.
“Tentar desgastar o presidente politicamente por conta das escolhas de alegorias da Acadêmicos de Niterói chega às raias do ridículo. O povo brasileiro merece um debate político mais qualificado”, afirmou.
A apresentação, ocorrida no domingo (15), tem sido alvo de questionamentos e críticas de parlamentares e líderes religiosos, que acusam a escola de promover campanha antecipada para o presidente. A principal justificativa é que o enredo “Do alto do mulungu surge a esperança: Lula, o operário do Brasil” extrapolaria o caráter cultural do evento em ano eleitoral.
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O desfile também é alvo de críticas por uma alegoria que retratava famílias conservadoras dentro de latas de conserva. Na mesma alegoria, também apareceram figuras associadas a evangélicos, militares e mulheres brancas.
Em resposta à ala “neoconservadores em conserva”, apresentada pela Acadêmicos de Niterói, parlamentares lançaram uma campanha digital com o auxílio de ferramentas de inteligência artificial para gerar imagens de suas famílias estampadas em latas, com dizeres como “conservado em Jesus Cristo”.
Sobre as acusações, Edinho reforçou que “os líderes das igrejas sempre tiveram no presidente Lula um aliado na construção de políticas públicas para o fortalecimento das famílias brasileiras”.
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Repercussão negativa
A repercussão do desfile da Acadêmicos de Niterói motivou partidos e parlamentares da oposição a estruturarem uma ofensiva na Justiça contra o presidente Lula. A oposição já anunciou ao menos 12 ações contra o petista no Tribunal Superior Eleitoral (TSE), no Ministério Público e em outros órgãos de controle.
As medidas se concentram em três principais acusações: propaganda eleitoral antecipada, abuso de poder político e econômico e discriminação religiosa.
No caso da propaganda eleitoral, a avaliação da oposição é que o enredo e elementos do desfile teriam promovido Lula fora do período permitido pela legislação. Pela lei, manifestações com pedido explícito de voto são vedadas antes de julho do ano eleitoral, mas a caracterização de irregularidade depende de análise caso a caso.
A denúncia mais grave anunciada parte do partido Novo, que pretende pedir a inelegibilidade de Lula assim que houver eventual registro de candidatura, sob o argumento de que recursos públicos teriam sido utilizados para favorecer sua imagem em contexto pré-eleitoral.
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